sábado, 20 de agosto de 2011
Verdades da Vida - Precisamos de abraços para sobreviver.
”
Virginia Satir, Psychologist
domingo, 5 de setembro de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Chico Xavier e Homossexualidade
sábado, 27 de março de 2010
Super-Homem, Igreja Católica e Humanidade

Even though you have been raised as a human being, you are not one of them."
"They can be a great people, Kal-El, they wish to be. They only lack the light to show the way. For this reason above all, their capacity for good, I have sent them you... my only son."
As frases acima são ditas por Jor-El, personagem do filme "Super-Homem: O Retorno", cuja segunda parte traduzo (livremente) abaixo. Kal-El seria o nome original do Super-Homem.
"Eles podem ser um grande povo, Kal-El, eles desejam ser. Falta-lhes apenas a luz para mostrar-lhes o caminho. Por esta razão acima de todas, a capacidade (potencial) deles para o bem, eu enviei-lhes você... meu único filho".
Criado na primeira metade do Século XX, o personagem Super-Homem teve o ápice de seu sucesso no cinema e na cultura ocidental na década de 80 (e fim da 70). Disse já que os anos 80 foram a década que a moda esqueceu/ignorou. E vejam, nada entendo de moda. Mas ficou marcado na minha memória que na década de 80 acreditávamos em coisas que muitos hoje diriam piegas:
- meritocracia;
- vitória da bondade e da justiça;
- que o bloco comunista repressivo e retrógrado seria vencido (como o foi);
- que valia a pena sonhar;
- que o ser humano era intrinsecamente bom;
- dentre outras coisas.
Pessoalmente queria acreditar nisso tudo, e foi parte de minha formação moral. Cresci um otimista. Acredito na lenta mas inexorável evolução da nossa espécie. Sem ingenuidade, até por conhecer psicopatas - dos quais falarei dia desses em particular -, acredito que a maioria quer ser honesta, boa e solidária.
Claro que me entristecem as "desumanidades" da Igreja Católica, das quais acredito pedirá-se desculpas um dia; os presos de consciência em Cuba, o retrocesso histórico e político-social na Venezuela, o risco de coisas semelhantes acontecerem em nosso Brasil.
Mas para além de minhas convicções religiosas particulares - que não discutirei aqui - firmo meu pensamento nos saudosos anos 80 - ainda que muito jovem para viver o passado - porém sem jamais achar que os "velhos tempos" eram melhores. Para mim o futuro é sempre melhor, ainda que com retrocessos temporários que nada significam no panorama histórico amplo.
Penso em palavras como as que foram criadas para Jor-El: Eles podem ser um grande povo, Kal-El, eles desejam ser. Falta-lhes apenas a luz para mostrar-lhes o caminho.
Seremos uma grande e justa civilização. Ao menos em meus sonhos. Porém sem a intervenção de inexistentes heróis. Acredito que não nos falta a luz para mostrar o caminho. Apenas ela e o caminho são construídos pé ante pé, através de pessoas que naturalmente enxergam à frente de seu tempo. Isto é na minha opinião uma característica humana que aparece em alguns poucos, mas sempre presente.
Se isto é apenas uma muleta mental/filosófica minha ou realidade, apenas o tempo mostrará. Tempo maior que o de minha vida. Mas isto me faz amar, trabalhar, ler, criar e, acima de tudo, sonhar. Porque acredito que nunca seremos maiores que os nossos sonhos. E que nada é impossível. O dito impossível apenas demora mais.
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Otimismo
Houve momentos tristes, como este, de uma mãe de um filho que suicidou-se pela pressão social relacionada à sua orientação sexual.
Mas também como este, e este, em que Milk é homenageado com justiça pela sociedade americana.
Países como o Irã continuam a matar adolescentes e adultos por enforcamento simplesmente por serem homossexuais. Mas a civilização prevalecerá.
P.S.: se alguém puder me ajudar a colocar legendas em português nestes trechos do Oscar, traduzo e tenho os filmes baixados. Creio que fariam diferença a muitos adolescentes e mesmo adultos.
domingo, 11 de outubro de 2009
19 anos não são 19 dias...
Para quem quiser saber o que é cretone, o RH desenha aqui.
Aos amigos Tony e Bi ficam os merecidos parabéns e a admiração que merecem. E que os anos vindouros sejam nobres, aconchegantes e macios como o cretone.
sábado, 10 de outubro de 2009
A verdade dura de se dizer
sábado, 26 de setembro de 2009
Doentes e Sadios
From inability to let alone; from too much zeal for the new and contempt for what is old; from putting knowledge before wisdom, and science before art and cleverness before common sense; from treating patients as cases; and from making the cure of the disease more grievous than the endurance of the same, Good Lord, deliver us.
Tradução livre aqui.
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Ensinamento Pesadinho do Dia - palavras dos Mestres
...Saúde Mental
" Fui convidado a fazer uma preleção sobre saúde mental. Os que me convidaram supuseram que eu, na qualidade de psicanalista, deveria ser um especialista no assunto. E eu também pensei. Tanto que aceitei. Mas foi só parar para pensar para me arrepender. Percebi que nada sabia. Eu me explico:
Comecei o meu pensamento fazendo uma lista das pessoas que, do meu Ponto de vista, tiveram uma vida mental rica e excitante, pessoas cujos livros e obras são alimento para a minha alma. Nietzsche, Fernando Pessoa, Van Gogh, Wittgenstein, Cecília Meireles, Maiakovski.
E logo me assustei.
Nietzsche ficou louco.
Fernando Pessoa era dado à bebida.
Van Gogh matou-se.
Wittgenstein alegrou-se ao saber que iria morrer em breve: não suportava mais viver com tanta angústia.
Cecília Meireles sofria de uma suave depressão crônica.
Maiakoviski suicidou-se.
Essas eram pessoas lúcidas e profundas que continuarão a ser pão para os vivos muito depois de nós termos sido completamente esquecidos. Mas será que tinham saúde mental? Saúde mental, essa condição em que as idéias comportam-se bem, sempre iguais, previsíveis, sem surpresas, obedientes ao comando do dever, todas as coisas nos seus lugares, como soldados em ordem unida, jamais permitindo que o corpo falte ao trabalho, ou que faça algo inesperado; nem é preciso dar uma volta ao mundo num barco a vela , basta fazer o que fez a Shirley Valentine (se ainda não viu, veja o filme) ou ter um amor proibido ou, mais perigoso que tudo isso, a coragem de pensar o que nunca pensou. Pensar é uma coisa muito perigosa... Não, saúde mental elas não tinham... Eram lúcidas demais para isso. Elas sabiam que o mundo é controlado pelos loucos e idosos de gravata. Sendo donos do poder, os loucos passam a ser os protótipos da saúde mental.
Claro que nenhum dos nomes que citei sobreviveria aos testes psicológicos a que teria de se submeter se fosse pedir emprego numa empresa.
Por outro lado, nunca ouvi falar de político que tivesse depressão. Andam sempre fortes em passarelas pelas ruas da cidade, distribuindo sorrisos e certezas. Sinto que meus pensamentos podem parecer pensamentos de louco e por isso apresso-me aos devidos esclarecimentos. Nós somos muito parecidos com computadores. O funcionamento dos computadores, como todo mundo sabe, requer a interação de duas partes. Uma delas chama-se hardware, literalmente "equipamento duro", e a outra denomina-se software, "equipamento macio". Hardware é constituído por todas as coisas sólidas com que o aparelho é feito. O software é constituído por entidades "espirituais" - símbolos que formam os programas e são gravados nos disquetes. Nós também temos um hardware e um software. O hardware são os nervos do cérebro, os neurônios, tudo aquilo que compõe o sistema nervoso.
O software é constituído por uma série de programas que ficam gravados na memória. Do mesmo jeito como nos computadores, o que fica na memória são símbolos, entidades levíssimas, dir-se-ia mesmo "espirituais", sendo que o programa mais importante é a linguagem.
Um computador pode enlouquecer por defeitos no hardware ou por defeitos no software. Nós também. Quando o nosso hardware fica louco há que se chamar psiquiatras e neurologistas, que virão com suas poções químicas e bisturis consertar o que se estragou. Quando o problema está no software, entretanto, poções e bisturis não funcionam. Não se conserta um programa com chave de fenda. Porque o software é feito de símbolos, somente símbolos, podem entrar dentro dele.
Assim, para se lidar com o software há que se fazer uso dos símbolos eles podem vir de poetas, humoristas, palhaços, escritores, gurus, pastores, amigos e até mesmo psicanalista s... Acontece, entretanto, que esse computador que é o corpo humano tem uma peculiaridade que o diferencia dos
outros: o seu hardware, o corpo, é sensível às coisas que o seu software produz. Pois não é isso que acontece conosco? Ouvimos uma música e choramos. Lemos os poemas eróticos de Drummond e o corpo fica excitado.
Imagine um aparelho de som. Imagine que o toca-discos e os acessórios, o hardware, tenham a capacidade de ouvir a música que ele toca e se comover.
Imagine mais, que a beleza é tão grande que o hardware não a comporta e se arrebenta de emoção!
Pois foi isso que aconteceu com aquelas pessoas que citei no princípio: A música que saía de seu software era tão bonita que seu hardware não suportou... Dados esses pressupostos teóricos , estamos agora em condições de oferecer uma receita que garantirá, àqueles que a seguirem à risca,
"saúde mental" até o fim dos seus dias. Opte por um software modesto. Evite as coisas belas e comoventes. A beleza é perigosa para o hardware. Cuidado com a música... Brahms, Mahler, Wagner, Bach são especialmente contra-indicados. Quanto às leituras, evite aquelas que fazem pensar.
Tranqüilize-se há uma vasta literatura especializada em impedir o pensamento. Se há livros do doutor Lair Ribeiro, por que se arriscar a ler Saramago? Os jornais têm o mesmo efeito. Devem ser lidos diariamente. Como eles publicam diariamente sempre a mesma coisa com nomes e caras diferentes, fica garantido que o nosso software pensará sempre coisas iguais. E, aos domingos, não se esqueça do Sílvio Santos e do Gugu Liberato. Seguindo essa receita você terá uma vida tranqüila, embora banal.
Mas como você cultivou a insensibilidade, você não perceberá o quão banal ela é. E, em vez de ter o fim que tiveram as pessoas que mencionei, você se aposentará para, então, realizar os seus sonhos. Infelizmente, entretanto, quando chegar tal momento, você já terá se esquecido de como eles eram... "
Rubem Alves .
Sobre o tempo e a eternidade.
Campinas: Ed. Papirus, 1996
(texto de meus arquivos pessoais - não me lembro o site)
domingo, 28 de junho de 2009
Gripe
Suína ou não, a gripe tem o nome científico de influenza, sendo uma doença infecciosa causada por retrovírus (por possuírem seu código genético codificado em ARN (ácido ribonucléico), enquanto a maioria dos vírus e seres vivos transmite seu código genético através do DNA / ADN (ácido desoxirribonucléico), por isto apelidado de "código da vida").
Os vírus causadores da influenza humana são da família Orthomyxoviridae, e podem afetar tanto pássaros quanto mamíferos. O termo "influenza" tem origem na palavra italiana para "influência" e comumente se manifesta através de desconforto geral e inespecífico, febre com calafrios, dor de garganta, dores musculares pelo corpo todo, fraqueza, tosse e dor de cabeça que pode ser forte.
Geralmente nas formas mais benignas cursa somente com febre e tosse, mas os casos mais graves podem evoluir por morte por pneumonia (infecção dos pulmões) e apresentar inclusive náusea e vômitos em um (mau) sinal de que o trato gastrointestinal também foi acometido. As formas mais brandas podem ser confundidas com o resfriado viral comum.
Mais comumente transmitida entre humanos por aerosóis / gotículas / perdigotos produzidos por tosse e espirro de seres humanos infectados, também pode ser transmitida pela urina e fezes de pássaros e mamíferos infectados - como o porco - mas jamais pela ingesta de carne cozida de tais animais, pois os vírus são facilmente desintegrados pelo calor. Também podem ser inativados pela luz solar, desinfetantes e detergentes, por isso as medidas sanitárias mais eficazes são evitar-se aglomerações e a lavagem das mãos e limpeza geral dos ambientes.As epidemias sazonais comuns resultam na morte de centenas de milhares de seres humanos todos os anos, e nas pandemias o número já chegou a milhões. No Século XX houve três pandemias, chegando na mais abrangente a uma estimativa de dezenas de milhões de mortos. As pandemias geralmente são devidas ao aparecimento de uma sepa / variante nova do vírus.
Em 11 de junho de 2009 a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a primeira pandemia do Século XXI.
Vacinação de humanos ocorre principalmente em países desenvolvidos e são formuladas em geral com duas variantes de vírus influenza tipo A e uma de influenza tipo B (as mais conhecidas são A, B e C). Geralmente as vacinas de um ano já não servem no outro, devido às rápidas mutações do vírus.
O subtipo H1N1 é do tipo A e está envolvido na dita "gripe suína", da atual pandemia.
Na pandemia de gripe de 1918, o subtipo envolvido, hoje sabe-se, também era o A H1N1. Diferentemente das epidemias sazonais que matam pacientes de sistema imunológico frágil (bebês, crianças pequenas e idosos), foi fatal principalmente em adultos jovens, paradoxalmente. Durou de março de 1918 a junho de 1920. Inicialmente acreditou-se que fosse de letalidade semelhante à da gripe comum (como se diz da atual pandemia), mas o vírus foi-se tornando mais letal, espalhou-se até a populações do Ártico, infectou estimados 500 milhões de seres humanos, tendo matado algo entre 10 e 50 milhões.
A explicação para a letalidade em tantos adultos de outro modo saudáveis estaria na hipótese de essa variante de 1918-1920 ser capaz de desencadear uma reação exagerada do sistema imunológico humano, denominada "tempestade de citocinas", fatal em indivíduos com um sistema imune potente e sadio.
Qualquer previsão sobre o desfecho da atual pandemia é especulação sem base científica, dado que não temos dados epidemiológicos e históricos suficientes para tanto.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Momento Bonzinho (Sistema de Cotas)

O nosso colaborador Tom, que costuma ficar bravo quando digo e repito que só entrou aqui neste blog pelo sistema de cotas - tínhamos de ter alguém bonzinho - é quem deveria, mas escrevo este.
Todos sabem o quanto gosto do Piola, mas não sou de puxar o saco nem de monetizar o blog. Mas acho que ações como esta precisam ser divulgadas para que, quem sabe, multipliquem-se. Parabéns pela iniciativa!
sexta-feira, 15 de maio de 2009
A ignorância sobre a gripe causada pelo vírus "influenza"

Há vários tipos de doenças causadas por vírus e comumente denominadas "gripes". A mais documentada foi a de 1918, denominada "gripe espanhola", causada, hoje se sabe, por uma cepa do vírus influenza. Iniciou-se timidamente, como a atual "gripe suína", mas espalhou-se por praticamente todo o planeta, também sendo do tipo Influenza A H1N1. Dados históricos não permitem determinar a origem da pandemia.
Chamou a atenção dos médicos e virologistas por diferir das gripes humanas comuns. As gripes humanas comuns, para a qual desde alguns anos vacinam-se idosos, apresentam maior mortalidade em bebês, idosos e imunocomprometidos. A GRIPE ESPANHOLA matou principalmente adultos jovens e saudáveis, levando à hipótese de que a morte fosse mais decorrente mais de reação exagerada do sistema imunológico do hospedeiro que ação patogênica do vírus em si.
Iniciou-se a pandemia timidamente em 1918 e atingiu seu ápice até 1920. Estima-se que um terço da humanidade tenha sido infectada e que tenha ocorrido entre 50 e 100 MILHÕES de mortes, com pico entre 1918 e 1919.
A denominação "Gripe Espanhola" deveu-se mais à ausência de censura na Espanha, um dos poucos países neutros na Primeira Guerra Mundial. Mas foi tão afetada quanto o resto do mundo, do Alasca à África.
Os dados científicos disponíveis devem-se a relatos testemunhais de profissionais de saúde e poucos indivíduos doentes que foram encontrados congelados, permitindo o sequenciamento genético do vírus. Os tratamentos disponíveis à época eram inúteis: aspirina, homeopatia, repouso e injeções de soro sanguíneo.
Inicialmente pensou-se que fosse uma gripe pouco mortal, iniciada na primavera do hemisfério norte como a atual "gripe suína", mas a segunda onda no outono do hemisfério norte foi devastadora. Mesmo ilhas isoladas do Oceano Pacífico, em uma época sem o tráfego aéreo atual, foram atingidas: Fiji, Samoa, etc...
Não houve medidas médicas eficazes e a espécie humana sobreviveu graças às suas defesas próprias.
Não há provas científicas que os antivirais tais como o Tamiflu (oseltamivir) sejam eficazes contra a gripe suína ou novas cepas de influenza. Máscaras cirúrgicas são ineficazes ou as específicas para vírus têm eficácia de poucas horas. As vacinas para gripes comuns não são capazes de proteger-nos. Resta-nos confiar na eficácia de nosso sistema imunológico, que por milhões de anos foi aperfeiçoado para manter nossa espécie (humana) sobrevivendo às inúmeras pandemias, inclusive a peste negra.

Os vírus e parasitas, parte do ecossistema e da evolução das espécies, não podem ser tão fatais, ou se extinguiriam rapidamente com os hospedeiros mortos. Por isso observam-se historicamente mutações menos letais, que tendem a tornar-se endêmicas, tais como a gripe comum. É pagar para ver!
segunda-feira, 20 de abril de 2009
Stephen William Hawking

Como disse o André Dahmer sobre a morte do escritor francês do inesquecível O Menino do Dedo Verde, Maurice Druon, "...com tanta gente pra ir na frente...". Mas a luta de Hawking é uma lição de vida.
Esta noite foi internado num hospital. Melhores votos ao professor que se aposentou COMPULSÓRIAMENTE por idade e não invalidez, agora com 67 anos.
(Foto de 1999)
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Lição de Vida


Minha admiração ao blogueiro e amigo Celso Dossi (que sempre me envia textos lindos como este por correio eletrônico), já é pública. Também já escrevi neste espaço sobre nossa grande escritora Lygia Fagundes Telles. Com este texto admiro-a ainda mais como ser humano, que sabe respeitar ao próximo, bem como envelhecer com dignidade e beleza (estão aí as fotos que não mentem).
''Olha aí a crueldade máxima, a mãe se preocupando se o filho ou a filha é homossexual. Entendo que se aflija com droga e etcetera, mas com o sexo do próximo? Cuide do próprio corpo e já faz muito, me desculpe, mas fico uma vara com qualquer intromissão na zona sul do outro. Lorena chama de zona sul. A norte já é tão atinginda, tão bombardeada, mas por que as pessoas não se libertam e deixam as outras livres? Um preconceito tão odiento quanto o racial ou o religioso. A gente tem que amar o proximo como ele é e não como gostariamos que ele fosse.''
Lygia Fagundes Telles, As Meninas
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Quem sabe um dia...
Custa pensarmos melhor na hora do voto e buscar conscientizar as pessoas ao nosso redor a cada dia. Trabalho de formiguinha.
sábado, 17 de maio de 2008
17 de maio
17 de maio (ao contrário do que diz o corretor ortográfico do Word em português os meses são escritos em minúsculas) é o DIA INTERNACIONAL DE COMBATE À HOMOFOBIA. Não se omita de denunciar casos de violência ou discriminação e evite que casos como o espancamento deste professor em São Paulo se repitam.(Foto aqui)
Dia 15 de maio, como pode ser visto em imagem na coluna da direita do blog, foi o dia de ação dos blogs pelos direitos humanos. Cada blog deveria abordar um tema relacionado ao assunto para tentar fazer a diferença. Eu escolhi abordar o tema da depressão, doença cotidiana que afeta a muitos e poucos no Brasil e no mundo tem acesso a tratamentos eficazes que já existem!
Hoje vou contar a história de uma heroína polonesa da Segunda Guerra Mundial pouco conhecida, e que como quase todos os heróis, numa paródia a Policarpo Quaresma, morrem na pobreza e esquecidos. Assim como ocorreu com Oskar Schindler, que morreu na pobreza na Alemanha antes de ter seus méritos tornados públicos à humanidade por Steven Spielberg no filme "A Lista de Schindler".
Irena Sendler (ou Irena Sendlerowa ) salvou 2.500 crianças judias do gueto de Varsóvia.
Nascida em 15 de fevereiro de 1910, foi uma desconhecida durante muitos anos para os poloneses. Apenas em março de 2007 a Polônia lhe prestou uma homenagem solene e seu nome foi proposto ao prêmio Nobel da Paz.
Já o memorial israelense do Holocausto Yad Vashem, lhe entregou em 1965 o título de “Justo entre Nações”, destinado aos não-judeus que salvaram a vida de judeus.
Ela era assistente social. Em 1940 passou, correndo os riscos que vemos nos filmes, a fornecer roupas, alimentos e remédios aos moradores do gueto em que os nazistas haviam segregado os judeus.
Irena conseguiu retirar de maneira clandestina milhares de crianças do gueto, com o amparo de famílias católicas e conventos.
"Fomos testemunhas de cenas infernais quando o pai estava de acordo, mas a mãe não", comentou a um site na internet dedicado a ela (www.dzieciholocaustu.pl).
As crianças eram escondidas em maletas e retiradas por bombeiros ou em caminhões de lixo. Em alguns casos chegavam a ser escondidas dentro dos abrigos de pessoas que tinham autorização para entrar no gueto.
Claro que eventualmente Sendler foi presa, em sua casa em 20 de outubro de 1943.
Durante o período em que ficou detida no quartel-general da Gestapo, foi torturada pelos nazistas que quebraram seus pés e pernas. Ainda assim, ela não deu informações. Logo depois, foi condenada à morte, mas foi salva quando a conduziam à execução por um oficial alemão que a resistência polonesa conseguiu corromper.
Sendler continuou sua luta clandestina sob uma nova identidade até o final da guerra, trabalhando como supervisora de orfanatos e asilos em seu país.
Nunca se considerou uma heroína. "Continuo com a consciência pesada por ter feito tão pouco", declarou.
Devido ao seu estado de saúde delicado, Irena Sendler não participou da cerimônia que lhe homenageou em 2007, mas enviou uma sobrevivente, salva por ela em um gueto quando bebê, Elzbieta Ficowska, em 1942, para ler uma carta em seu nome.
"Convoco todas as pessoas generosas ao amor, à tolerância e à paz, não somente em tempos de guerra, mas também em tempos de paz", escreveu.
Faleceu em 12 de maio último.
Reconhecimentos que recebeu em vida:
-em 1965, reconhecida para inclusão no Yad Vashem (vide acima), o que foi confirmado pele Suprema Corte de Israel em 1983. Ela também recebeu a comenda Cruz dos Comandantes do “Israeli Institute”.
Em 2003, o então Papa João Paulo II enviou uma carta pessoal a Sendler, glorificando seus esforços da época da guerra.
Em 10 de outubro de 2003, Sendler recebeu a comenda “Ordem da Águia Branca”, a mais alta condecoração civil da Polônia. Também recebeu o Prêmio Jan Karski “por Corgem e Coração”, que é outorgado Pelo Centro Americano de Cultura Polonesa, em Washington.
Em 14 de março de 2007 foi homenageada pelo Senado Polonês. O Presidente Polonês Lech Kaczynski a nomeou ao Prêmio Nobel da Paz. Aos 97 anos, incapaz de sair do asilo em que vivia por dificuldade de locomoção para receber a homenagem, ela enviou uma mensagem pela sobrevivente que salvou.
Escrevendo isso acho que tenho reflexão suficiente para a semana...
quinta-feira, 15 de maio de 2008
2035

"Se nos permitirmos uma metáfora, os especialistas que batizaram (o protocolo de) “Kyoto” concluíram que a humanidade talvez tenha enlouquecido, que nosso modelo de “desenvolvimento” corresponde potencialmente a se precipitar contra um muro a uma velocidade de 100 quilômetros por hora, e deduziram que é urgente reduzir esta velocidade para... 97 quilômetros por hora!
Mas que dirigente político ou governo de país industrializado ousaria reconhecer que os modos de vida e de consumo que defende, e que são os nossos, constituem um grande risco para uma importante parte da espécie humana – e talvez mesmo para nossas civilizações?"
Frédéric Durand, sobre as deformações que sofreu o texto original do Tratado de Kyoto para que fosse aprovado pelas nações
quarta-feira, 7 de maio de 2008
Humanidade
Detalhe para o babyliss do super que não sai nem debaixo de chuva =)
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Somos Humanos

"Estrela de "Sex & The City" revela luta contra câncer de mama
da Folha OnlineNão acho que as pessoas famosas devam por regra se expor ou se assumir necessariamente. Mas acho corajosa a atitude da querida Miranda, do seriado Sex And The City, "Sexo e a Cidade" em bom português. Se ela pode ter câncer de mama, o Cazuza pôde ter AIDS (SIDA, em bom português), todos somos frágeis e vulneráveis. É a nossa condição humana que muitas vezes fugimos a encarar.
O abismo espiral do tempo e da vida não nos poupa de nada. No filme "Meu Nome Não É Johnny", o pai do personagem principal já afirma "...o tempo é uma raposa". Quando menos imaginamos, ele já nos comeu inteiros. Não deixe para amanhã um obrigado, uma desculpa, um assumir-se, uma conversa com a mãe, o pai, o irmão, o amigo. E viva essa impermanência maravilhosa que nos caracteriza e torna a vida neste mundo uma experiência mágica e única.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Intolerância Religiosa
Meu amigo André me ensinou que "a religião envenena tudo". Resta seguirmos acreditando na humanidade. Que a ciência, a razão, a fraternidade e a justiça prevaleçam e sigamos evoluindo enquanto espécie e civilização.




