sexta-feira, 15 de maio de 2009

A ignorância sobre a gripe causada pelo vírus "influenza"


Há vários tipos de doenças causadas por vírus e comumente denominadas "gripes". A mais documentada foi a de 1918, denominada "gripe espanhola", causada, hoje se sabe, por uma cepa do vírus influenza. Iniciou-se timidamente, como a atual "gripe suína", mas espalhou-se por praticamente todo o planeta, também sendo do tipo Influenza A H1N1. Dados históricos não permitem determinar a origem da pandemia.

Chamou a atenção dos médicos e virologistas por diferir das gripes humanas comuns. As gripes humanas comuns, para a qual desde alguns anos vacinam-se idosos, apresentam maior mortalidade em bebês, idosos e imunocomprometidos. A GRIPE ESPANHOLA matou principalmente adultos jovens e saudáveis, levando à hipótese de que a morte fosse mais decorrente mais de reação exagerada do sistema imunológico do hospedeiro que ação patogênica do vírus em si.

Iniciou-se a pandemia timidamente em 1918 e atingiu seu ápice até 1920. Estima-se que um terço da humanidade tenha sido infectada e que tenha ocorrido entre 50 e 100 MILHÕES de mortes, com pico entre 1918 e 1919.

A denominação "Gripe Espanhola" deveu-se mais à ausência de censura na Espanha, um dos poucos países neutros na Primeira Guerra Mundial. Mas foi tão afetada quanto o resto do mundo, do Alasca à África.

Os dados científicos disponíveis devem-se a relatos testemunhais de profissionais de saúde e poucos indivíduos doentes que foram encontrados congelados, permitindo o sequenciamento genético do vírus. Os tratamentos disponíveis à época eram inúteis: aspirina, homeopatia, repouso e injeções de soro sanguíneo.

Inicialmente pensou-se que fosse uma gripe pouco mortal, iniciada na primavera do hemisfério norte como a atual "gripe suína", mas a segunda onda no outono do hemisfério norte foi devastadora. Mesmo ilhas isoladas do Oceano Pacífico, em uma época sem o tráfego aéreo atual, foram atingidas: Fiji, Samoa, etc...

Não houve medidas médicas eficazes e a espécie humana sobreviveu graças às suas defesas próprias.

Não há provas científicas que os antivirais tais como o Tamiflu (oseltamivir) sejam eficazes contra a gripe suína ou novas cepas de influenza. Máscaras cirúrgicas são ineficazes ou as específicas para vírus têm eficácia de poucas horas. As vacinas para gripes comuns não são capazes de proteger-nos. Resta-nos confiar na eficácia de nosso sistema imunológico, que por milhões de anos foi aperfeiçoado para manter nossa espécie (humana) sobrevivendo às inúmeras pandemias, inclusive a peste negra.

Os vírus e parasitas, parte do ecossistema e da evolução das espécies, não podem ser tão fatais, ou se extinguiriam rapidamente com os hospedeiros mortos. Por isso observam-se historicamente mutações menos letais, que tendem a tornar-se endêmicas, tais como a gripe comum. É pagar para ver!

Um comentário:

F.A.M disse...

Melhoras...toda Eq. espera q não seja INfluenza rsrsrs...A Gripe pegou todo mundo!