
(Foto
circa 1918-1920)
Suína ou não, a gripe tem o nome científico de influenza, sendo uma doença infecciosa causada por retrovírus (por possuírem seu código genético codificado em ARN (ácido ribonucléico), enquanto a maioria dos vírus e seres vivos transmite seu código genético através do DNA / ADN (ácido desoxirribonucléico), por isto apelidado de "código da vida").
Os vírus causadores da influenza humana são da família
Orthomyxoviridae, e podem afetar tanto pássaros quanto mamíferos. O termo "influenza" tem origem na palavra italiana para "influência" e comumente se manifesta através de desconforto geral e inespecífico, febre com calafrios, dor de garganta, dores musculares pelo corpo todo, fraqueza, tosse e dor de cabeça que pode ser forte.
Geralmente nas formas mais benignas cursa somente com febre e tosse, mas os casos mais graves podem evoluir por morte por pneumonia (infecção dos pulmões) e apresentar inclusive náusea e vômitos em um (mau) sinal de que o trato gastrointestinal também foi acometido. As formas mais brandas podem ser confundidas com o resfriado viral comum.

Mais comumente transmitida entre humanos por aerosóis / gotículas / perdigotos produzidos por tosse e espirro de seres humanos infectados, também pode ser transmitida pela urina e fezes de pássaros e mamíferos infectados - como o porco - mas jamais pela ingesta de carne cozida de tais animais, pois os vírus são facilmente desintegrados pelo calor. Também podem ser inativados pela luz solar, desinfetantes e detergentes, por isso as medidas sanitárias mais eficazes são evitar-se aglomerações e a lavagem das mãos e limpeza geral dos ambientes.
As epidemias sazonais comuns resultam na morte de centenas de milhares de seres humanos todos os anos, e nas pandemias o número já chegou a milhões. No Século XX houve três pandemias, chegando na mais abrangente a uma estimativa de dezenas de milhões de mortos. As pandemias geralmente são devidas ao aparecimento de uma sepa / variante nova do vírus.
Em 11 de junho de 2009 a OMS (Organização Mundial da Saúde) declarou a primeira pandemia do Século XXI.
Vacinação de humanos ocorre principalmente em países desenvolvidos e são formuladas em geral com duas variantes de vírus influenza tipo A e uma de influenza tipo B (as mais conhecidas são A, B e C). Geralmente as vacinas de um ano já não servem no outro, devido às rápidas mutações do vírus.

Há algumas drogas antivirais de eficácia limitada, que devem ser administradas o mais cedo possível após os primeiros sintomas, em sua maioria denominadas "inibidores da neuraminidase", sendo a mais conhecida o Tamiflu (oseltamivir). Ao bloquear a neuraminidase, dificultam que as cópias produzidas na célula hospedeira sejam liberadas para infectar outras células / indivíduos.
O subtipo H1N1 é do tipo A e está envolvido na dita "gripe suína", da atual pandemia.
Na pandemia de gripe de 1918, o subtipo envolvido, hoje sabe-se, também era o A H1N1. Diferentemente das epidemias sazonais que matam pacientes de sistema imunológico frágil (bebês, crianças pequenas e idosos), foi fatal principalmente em adultos jovens, paradoxalmente. Durou de março de 1918 a junho de 1920. Inicialmente acreditou-se que fosse de letalidade semelhante à da gripe comum (como se diz da atual pandemia), mas o vírus foi-se tornando mais letal, espalhou-se até a populações do Ártico, infectou estimados 500 milhões de seres humanos, tendo matado algo entre 10 e 50 milhões.
A explicação para a letalidade em tantos adultos de outro modo saudáveis estaria na hipótese de essa variante de 1918-1920 ser capaz de desencadear uma reação exagerada do sistema imunológico humano, denominada "tempestade de citocinas", fatal em indivíduos com um sistema imune potente e sadio.
Qualquer previsão sobre o desfecho da atual pandemia é
especulação sem base científica, dado que não temos dados epidemiológicos e históricos suficientes para tanto.