Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ciência. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 12 de maio de 2009

Como Funcionam as Coisas


Para a maioria dos seres humanos, certas coisas funcionam por magia. Resolvi começar explicando algo de nosso dia-a-dia e que foi uma das grandes sacadas dos cientistas norte americanos: o forno de microondas.

Há séculos só conseguíamos aquecer ou cozinhar nossos alimentos através de métodos de condução ou convecção de calor, fosse por fogo de combustível sólido, líquido ou gasoso, ou ainda por aquecimento de resistências elétricas. Apenas em 1940 o pesquisador de tecnologias de microondas para radar Percy Spencer descobriu o "aquecimento dielétrico", em que microondas de certos comprimentos aquecem moléculas polares, principalmente as de água, fazendo-as vibrar e friccionar entre si. Ele ficou intrigado com o fato de que barras de chocolate em seus bolsos derretiam quando ficava perto das fontes emissoras.

É o único método conhecido de aquecimento uniforme, exceto em objetos espessos. Não permite dourar ou obter certas técnicas de assados como em fornos convencionais. Ademais, o único risco é vazamento de microondas que pode ocorrer caso a porta não esteja selando adequadamente. Apesar de atravessar vidro, os aparelhos possuem grades metálicas que barram as microondas por seus orifícios, embora permitam a passagem da luz visível, não permitem a das microondas, que tem comprimento de onda maior.

Por usar radiação não ionizante, são aparelhos seguros, desde que não haja vazamentos de microondas. Um teste simples e certeiro é, com o aparelho desligado, colocar seu telefone celular dentro - este ligado - e tentar ligar para ele. Se o forno estiver selado adequadamente, o telefone estará sem sinal e não tocará. Caso toque, há vazamento e o forno deve ser consertado.

Obs: a imagem acima é do "coração" do aparelho, o magnetron, responsável por converter eletricidade em microondas.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Stephen William Hawking


Prof. Stephen Hawking, um dos mais brilhantes físicos teóricos vivos, é dessas pessoas que nos fazem sentir vergonha e pensar em ser alguém mais produtivo. Nascido nos tumultuados anos da Segunda Guerra Mundial, nos seus 20 e poucos anos descobriu-se portador de uma doença degenerativa progressiva do sistema nervoso central, a esclerose lateral amiotrófica. A doença progrediu e hoje ele mexe com dificuldade apenas dois dedos de uma mão. Isso, que aposentaria por invalidez uma pessoa comum, não pos um ponto final no trabalho de Hawking. Com ajuda de computador e mouse, "fala" através de um sintetizador de voz e escreveu livros e trabalhos científicos notáveis sobre buracos negros, cosmologia e quântica, dentre outros temas da física.

Como disse o André Dahmer sobre a morte do escritor francês do inesquecível O Menino do Dedo Verde, Maurice Druon, "...com tanta gente pra ir na frente...". Mas a luta de Hawking é uma lição de vida.

Esta noite foi internado num hospital. Melhores votos ao professor que se aposentou COMPULSÓRIAMENTE por idade e não invalidez, agora com 67 anos.

(Foto de 1999)

terça-feira, 24 de junho de 2008

Verdades da Vida em Perspectiva


Carl Edward Sagan, foi um astrônomo, astroquímico e importante divulgador da ciência nos EUA e no resto do mundo. Morreu em 1996 de câncer de medula óssea. O mundo perdeu um dos melhores divulgadores científicos que já existiram!
Em livros como "O Mundo Assombrado pelos Demônios - A Ciência vista como uma vela no escuro", originalmente publicado em 1996, o autor conta sobre sua infância, sobre a tendência dos humanos em acreditar em explicações "mágicas" e na verdade que apenas o criterioso e lógico pensamento científico pode nos proporcionar.

Mas seu principal livro, e o que me faz escrever este post, é o livro "Pale Blue Dot / Pálido Ponto Azul", de 1994, uma visão sobre o futuro da humanidade no espaço cósmico. Devo o contato com este livro maravilhoso a duas pessoas que considero as mais inteligentes de minha família e que moldaram muito do meu modo de pensar (afinal, já dizia Umberto Eco em "O Nome da Rosa": somos anões no ombro de gigantes): meu pai (geógrafo e advogado de formação) e meu tio (sociólogo). Neste livro, além de contar de forma apaixonante e com ilustrações que valem por milhões de palavras a conquista ainda preliminar do homem do espaço, ele ilustra a capa com a imagem mais poderosa e significativa de todo o livro, e que a este dá seu título.
Quando a espaçonave não-tripulada americana Voyager ultrapassa os limites do sistema solar, o controle terrestre vira sua câmera para trás e flagra o planeta Terra, nosso planeta, num raio de sol. Aparece, a essa distante perspectiva como um único pixel na imagem, um "pálido ponto azul". No livro o autor tece considerações como é inacreditável que populações se matem por um naco desse grão de areia, mas é uma foto que nos dá a exata dimensão de nossa pequeneza no universo... Para se pensar!

(Planeta Terra na seta)
Alguém que deixou saudades num mundo que passa por um ciclo de fundamentalismo.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

A impáfia do gênero humano

(Escherichia coli - Fonte: Wikipedia)


(Galáxia do Sombrero - Fonte: telescópio Hubble)

Mário Quintana adorava dizer que os homens acham-se o centro de todas as coisas, mesmo com a derrubada da teoria geocêntrica. Dizia: "os homens dizem que as bactérias são infinitamente pequenas, que as galáxias são infinitamente grandes. E o o homem, ora, o homem simplesmente é do tamanho certo." Humor com sabedoria.

Quando leio sobre o IPCC e as inúmera teorias de aquecimento global, fico imaginado se devo levar a sério os meteorologistas, que são incapazes de precisão aceitável em prognósticos de 5 dias e que até hoje não conseguiram explicar o que teria causado os maiores impactos no clima da Terra, desde o advento da vida vertebrada: as Eras Glaciais.


(Foto: Antártica hoje.)

Houve quatro glaciações cientificamente demonstradas, e diz-se que: "De fato, estaríamos em vésperas de uma nova Era Glacial, já que em média o planeta experimenta 10.000 anos de era quente a cada 90.000 anos de Era de Gelo." (fonte - Wikipédia). A mesma fonte segue argumentando: "Além disso, o efeito do aquecimento global não representa um aumento de temperatura em todo o globo, mas sim na temperatura global média. Estudos de previsões dos efeitos desse aquecimento mostram que o derretimento das calotas polares por ele provocado, podem afetar as correntes marítimas, provocando longos períodos de forte glaciação no hemisfério norte, principalmente na América do Norte e Europa enquanto o hemisfério sul sofreria um forte aquecimento.

O impacto da atual civilização sobre o planeta é bem menor que o impacto de um meteoro, como aquele que supostamente provocou a extinção dos grandes répteis."

Talvez aquele filme "O Dia Depois de Amanhã" possa não estar totalmente incorreto...

(abaixo algumas imagens pessoais do verão na grande SP, de 19/12/2007, em pleno dezembro...)

(Fotos: arquivo pessoal)