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sábado, 31 de dezembro de 2011

A Melhor Leitura de 2011


Maria Angélica seria a melhor coisa que poderia acontecer a este país, ainda que na ficção. Parabéns ao amigo e escritor @celsodossi.

sábado, 28 de maio de 2011

Cem Anos

Entretanto, antes de chegar ao verso final já tinha compreendido que não sairia nunca daquele quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no instante em que Aureliano Babilônia acabasse de decifrar os pergaminhos e que tudo o que estava escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo o sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra.


Gabriel Garcia Márques in Cem Anos de Solidão.

Não, não há segundas oportunidades.

domingo, 2 de maio de 2010

O SENTIDO DA VIDA - O que ando lendo também.


...Pois a minha principal característica foi sempre o bom senso. Foi esse mesmo bom senso que me afastou das questões metafísicas da adolescência. Pois se nem Platão e outros craques da Antiguidade, se ninguém, em trinta séculos de pensamento, conseguiu decifrar o significado da vida - muito menos eu! Fiquemos com o mistério da poesia. ...

Mario Quintana - poeta e romancista gaúcho

Repito: MUITO MENOS EU!

Recomendo o livro.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

O que estou lendo agora




Podem me chamar de infantil ou do que quiserem. Adoro Joanne Kathleen Rowling e a saga do bruxinho Harry. Com a autora eu simpatizei quando soube que ficou famosa por escrever em bares, com a filha a seu lado, no carrinho.
Pelo personagem a princípio pela lembrança da saudosa estção de trens de "King's Cross", em Londres, onde pelo sucesso de livro e filme, uma placa "Plataforma 9 3/4" foi colocada (foto abaixo).
Em bom inglês Harry James Potter, na tradução - perdoável somente por ser literatura infanto-juvenil - Harry Tiago Potter, o protagonista começa sem saber sua origem e sua "missão". Aos críticos, em especial aos religiosos, tento lembrar que trata-se de um PERSONAGEM FICTÍCIO que aos 11 anos vai estudar em uma mais fictícia ainda Escola de Magia e Bruxaria.
A autora escolheu como aniversário de seu protagonista o dela própria: 31 de julho.

Harry Potter e AS RELÍQUIAS DA MORTE trata do fim da série de 7 livros/filmes, que quero ler de antemão ao filme que pretendo ver. Contarei mais.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Ensinamento Pesadinho do Dia

- Como eu não era um Messias iniciante, Richard. Não tinha de provar nada
a ninguém. E como você precisa ser treinado para não se perturbar com as
aparências, nem se entristecer com elas - acrescentou ele, pesadamente - você
pode aproveitar algumas aparências sangrentas no seu treinamento. E é divertido
para mim, também. Morrer é como mergulhar num lago profundo num dia
quente. Há o choque da mudança brusca e fria, a dor, por um segundo, e depois a
aceitação é o nadar na realidade. No entanto, depois de tantas vezes, até mesmo o
choque se atenua.
Personagem: Donald Shimoda
Livro: Ilusões
Autor: Richard Bach

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Relendo


Li aos 13 anos. Não lembrava de coisas importantes. A escritora é a mesma de "As Brumas de Avalon".

Para mim, o melhor é o prólogo, afinal, o fim da estória aprendemos nas aulas de História (ou deveríamos).

O Prólogo pode ser lido aqui.

sábado, 3 de outubro de 2009

Dedicatória

(Imagem pessoal. Clique que aumenta.)
Aproveito para contar a nova leitura indicada pelo amigo Gui, e para, com a mesma dedicatória usada pelo autor do livro, declarar meu amor pela amiga Karina, a Libanesa:

Empurrei a minha carroça até sua estrela.

domingo, 27 de setembro de 2009

Ressaca Moral Nível 6 e O Valor da Amizade

Sexta e sábado difíceis. Situações inesperadas e outras planejadas que me mostraram mais uma vez a efemeridade da vida e o valor da Amizade.

Dizem e é verdade que os amigos são a família que escolhemos.

Richard Bach chega a afirmar em seu livro Ilusões (recomendo):
O laço que une sua família verdadeira não é de sangue, mas de respeito e alegria pela vida um do outro. Raramente os membros de uma família se criam sob o mesmo teto.

Parada essencial para repensar esses valores.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Ensinamento Pesadinho do Dia

"

AVISO

Crianças! Provocar o Armagedon pode ser perigoso. Não tentem isso em casa."


NEIL GAIMAN E TERRY PRATCHETT

em

BELAS MALDIÇÕES

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nem só de Trevisan

Por muitos anos poucos intelectuais de envergadura foram abertamente homossexuais no Brasil. Um dos mais notáveis é João Silvério Trevisan . Além de suas inúmeras obras (que podem ser pesquisadas no link), ganhou a massa homossexual das cidades grandes como articulista da extinta revista Sui Generis - das raras de estilo e comportamento GLS que não perderam sua linha editorial. Isso numa época em que donos de bancas recusavam-se a expô-la ou vendê-la, e muitas vezes era difícil comprá-la. A isso somava-se as dificuldades econômicas de todos nós brasileiros.

Bom ver em link da Folha Online comentário sobre livro escrito por outro intelectual, este mais contemporâneo, André Fischer. O Grupo Folha sempre foi o mais "friendly" das grandes mídias brasileiras, dando visibilidade aos homossexuais e mostrando à sociedade que, sim, eles existem. O André Fischer, a quem só conheço de vista mas de cujo trabalho sempre gostei, mostra que também se sai bem em retórica em vídeo, abordando um tema original e pouco abordado: o preconceito que começa em casa.

Creio que vale a pela ler, assistir ao vídeo e comprar o livro.

sábado, 15 de agosto de 2009

Twilight


(Foto real de trilha num parque florestal da cidade onde a trama é ambientada - como sempre, amplia)
Os posts abaixo sobre Crepúsculo me renderam algumas piadas. O fato de ser para público adolescente não torna o trabalho da escritora Stephenie Meyer menos brilhante. Sempre me agradou a temática dos vampiros, e fui leitor doente de Anne Rice. Stephenie é uma jovem escritora de 36 anos, com três de seus livros na lista dos 10 mais vendidos no Brasil, na categoria ficção.

Os livros são bem escritos - estou no segundo. Comprei os 4 em inglês (bem mais baratos) pela Amazon. O primeiro filme é bem executado para o público que se propõe, sem decepcionar os que gostam de vampiros e são mais velhos. O segundo já está na produção final.

Gosto é gosto. Para quem gosta do tema, recomendo. Para quem não gosta, vem aí mais um filme brasileiro com o Tony Ramos.

domingo, 26 de julho de 2009

Livro de Cabeceira por Ora


Norman Mailer não ganho à toa o Prêmio Pulitzer. O livro é excelente enquanto cultura e romance. Para ser lido sem paixões religiosas nem cerceamentos teológicos. É uma obra de ficção.
Comprei baratinho numa banca de jornais.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Alice


O amigo Marcos já havia antecipado, mas agora sai o trailer oficial da adaptação para o cinema de Alice No País das Maravilhas, por Tim Burton.

Baseado no livro homônimo que encantou gerações mundo afora escrito em 1865 pelo inglês Lewis Carroll, pseudônimo adotado porCharles Lutwige Dodgson. Teve sua primeira adaptação ao cinema ainda em 1903, em versão preto e branca e muda.

Com os efeitos de hoje, Tim Burton só não quebra a banca se não quiser!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Presente Bonito


Tudo bem, eu pedi. Quis o destino que o Daniel pudesse atender. Como diz a Dri Spaca, chama que vem.

Demorei mais de uma semana para escrever este post. É um agradecimento à gentileza do Dahmer no autógrafo e à impagável ajuda do Daniel na "função" de comparecer ao coquetel de lançamento do livro "A CABEÇA É A ILHA" - assim mesmo, tudo em maiúsculas, como os da geração minha e do Dahmer aprenderam a escrever em computadores antiquados de monitores monocromáticos, primeiro verdes, depois cinzas, coisas que hoje pertencem ao passado. Demorei porque desde que o amigo e sensei Paulo Sérgio me emprestou "Morangos Mofados" (contos. São Paulo: Brasiliense, 1982; 9ª ed. Cia. das Letras, 1995. Reeditado pela Agir - Rio, 2005), de Caio Fernando Abreu (1948 - 1996), não tinha em minhas mãos um livro fino que tivesse que ser lido aos poucos. Que ser posto de lado para se retomar o fôlego. E reparem que este que vos escreve está acostumado a toda sorte de coisas feias que a humanidade ainda nem inventou por aqui no RH do Inferno.

Caio Fernando Abreu era homossexual assumido. André Dahmer heterossexual assumido e bem resolvido. Mas ambos humanos e conhecedores da alma humana. Um em contos, o outro em tiras. Ambos verdadeiros e com obras que chocam os pudicos, os inocentes e os cínicos. Mas que levam as pessoas de mente aberta à profundas reflexões sobre a humanidade, o cotidiano, a vida e os valores em voga.

Dahmer é excessivamente citado neste blog. Mas não é uma atração como a do fã que matou John Lennon. É o desacreditar que, nesta altura da vida, encontraria um contemporâneo, de idade parecida, com o mesmo humor negro, as mesmas angústias e a mesma necessidade de colocar para fora suas verdades e dúvidas, por mais monstruosas que sejam.

Arnaldo Branco, gênio que conheço menos mas que escreve um prefácio à obra, cita uma das melhores frases de Dahmer: Deus sabe que eu não faço esses quadrinhos por mal.

Eu acredito piamente. Arrisco-me a dizer até que compreendo, pois também não escrevo este blog por mal.

Deixo para fazer vontade a vocês - comprem e leiam, vale cada pataca! - o melhor parágrafo, a meu ver, do prólogo do Dahmer:

"A Cabeça É a Ilha é um livro para esses seres estranhos, gente que conversa com os outros olhando para o chão. Para os que falam sozinhos, bêbados em seus apartamentos. Para os que olham para os edifícios altos como uma saída digna para o sofrimento. Não que o livro vá curá-los de toda a angústia. Porque, se dói, é sinal de que vive. Mas rir da própria dor é uma forma de domesticar nossos monstros e aceitar nossa fragilidade diante do abandono, da indiferença. Porque o mundo não precisa de mais suicidas, muito pelo contrário. Estamos precisando de gente renascida, se é que me entendem. Príncipes e monstros, somos capazes de tudo. Por isso, não tomem meu livro como uma aberração, mas sim como um presente feio que só as pessoas bonitas deveriam ganhar."

(As palavras foram negritadas por mim).


(a tira foi modificada por mim e aumenta se você clicar sobre ela)

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Vidas Bestas?


Após citações inúmeras em discussões filosóficas com meu pai, sempre sem poder julgar as referências e analogias por não haver lido o livro, decidi-me por ler "O Deserto dos Tártaros", do escritor italiano Dino Buzzati, em sua tradução para a língua inglesa. Sempre acreditei que meu pai havia ficado tão impressionado com o livro por ser o autor, como ele, de ascendência italiana, mas hoje creio que seja mais pelo caráter universal do livro e por serem praticamente contemporâneos: o livro é de 1940.

O escritor era homem de muitos dons, tendo sido também pintor, ilustrador, fotógrafo, jornalista e em especial, correspondente de guerra. Advogado de formação, mais um a provar que não é imprescindível o diploma para o exercício do bom jornalismo.

Escreveu mais de 40 livros, mas este é, sem dúvida seu maior sucesso. Apesar de ter passado a maior parte da vida produtiva na cosmopolita Milão, reputa-se à região natal e de freqüentes estadas de Buzzati a natureza solitária e o desencanto tão presentes em sua obra. Nasceu em 1906 em San Pellegrino, arredores de Belluno, cidade italiana nos isolados vales ao sopé do Monte Schiara.

Neste livro, narra a vida do militar Giovanni Drogo. Suas questões existenciais, inerentes a uma época em que fazia sentido orgulhar-se da família e da Pátria e por elas lutar e morrer se necessário, nos parecem distantes neste 2009.

Mas o livro trata da inutilidade freqüente e insólita do poder, dos cargos, e mesmo dos planos de vida e de seus ideais. Este questionamento, sim, pode ser transposto a qualquer tempo e a qualquer época da humanidade. Assim como a solidão de Giovanni, que, apesar de seu posto tão próximo da cidade, onde anualmente passa a licença, vê que os amigos vão seguindo suas vidas e se afastando e se perdendo com o passar do tempo.

Um livro para muitas reflexões. Hoje, anos depois, entendo o porquê de tantas citações, que ainda que esporádicas, nunca abandonaram minha memória.

Ao demonstrar as ilusões da vida, as pessoas que passam anos lutando por ideais ou instituições que perdem o sentido, pois que tudo é impermanente, leva-nos à certeira indagação: estaria eu vivendo de forma produtiva (na senso mais amplo)?

terça-feira, 23 de junho de 2009

Puxando o Saco: André Dahmer lança livro no Rio de Janeiro


Quarta, dia 24, lançamento do livro "A Cabeça é a Ilha" de André Dahmer. Vem acompanhado de um poster lindo da personagem Ulisses. Pedirei a um amigo no RJ que compre a versão autografada de lançamento. Porque o lançamento em São Paulo será só em agosto, se o medo de avião deixar, segundo o autor.

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Ensinamento Pesadinho do Dia

"o respeito pelos sentimentos alheios é a melhor condição para uma próspera e feliz vida de relações e afectos. É a diferença entre um categórico Levanta-te e um dubitativo E se tu te levantasses. Há mesmo quem sustente que esta segunda frase, e não a primeira, foi a que jesus realmente proferiu, prova provada de que a ressurreição, afinal, estava, sobretudo, dependente da livre vontade de lázaro e não dos poderes milagrosos, por muito sublimes que fossem, do nazareno. Se lázaro ressuscitou foi porque lhe falaram com bons modos, tão simples como isto."

(JOSÉ SARAMAGO, A Viagem do Elefante, Companhia das Letras, 2008, p. 229)

segunda-feira, 2 de março de 2009

Início de Férias


(Como sempre, clique sobre a imagem que ela se amplia.)
Começo de férias, época de colocar em dia leituras que no dia-a-dia corrido adiamos pelas mais várias razões. Hoje inicio a leitura de um romance de John Boyne: O menino do pijama listrado.
Estou no começo, mas já recomendo. Comprei pela Amazon, mas no Brasil pode ser encontrada a tradução pela Companhia das Letras.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Introspecção



A vida é feita de fases e fases. No filme "Meu Nome Não é Johnny" é dito “O tempo é uma raposa, meu filho! Quando você vê já te levou tudo.” Aviso do pai de João Estrella em uma das cenas.

Dia desses na Veja (que leio semanalmente apesar de parecer que virou hype dizer que se odeia) a escritora e colunista Lya Luft disse que o tempo é como um animal que ou domesticamos ou nos engole.

Bem, atualmente estou passando por uma fase de repensar, mudar (até de pele por uma insolação) e rever os objetivos e as companhias. Até de casa vou mudar. E como todo brasileiro, amo feriados e ODEIO mudanças. Mas profetizando, um dia antes da notícia da mudança pus no Orkut e neste blog:

"... Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos..."
(Fernando Pessoa)

No filme "V de Vingança", o personagem central, "V", avisa: "Coincidências não existem, apenas a ilusão de coincidências."

De uma forma ou de outra, esperem menos risadas por uns tempos... Estou tentando contrabalançar lendo um livro muito inspirador, de Affonso Romano de Sant'Anna. Um autor com nome tão cheio de rococós pra mim deve ser viado, mas não me darei o direito de tirar conclusões sem nenhuma base. O fato é que o cara escreve bem e é de uma redação superlativa! O livro chama-se "Tempo de delicadeza" e começa se explicando: "Sei que as pessoas estão pulando na jugular umas das outras.
"Sei que viver está cada vez mais dificultoso...
"...Sei o que vão dizer: a burocracia, o trânsito... ... a corrupção e o governo não nos deixam ser delicados.
"-E eu não sei?
"Mas de novo vos digo: sejamos delicados. E, se necessário for, cruelmente delicados."

Eu estou achando o livro um deleite como há muito não tinha. E, se necessário for, serei cruelmente delicado ;)