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sábado, 31 de dezembro de 2011

Feliz 2012!


Tábata manda abraços a todos das areias de Ipanema. Este ano, por missões pré assumidas, não pude ir...

(Filme: Dream Boy - Trailer)

domingo, 20 de março de 2011

Devagar se chega ao longe

E aos poucos a Globo vai se modernizando e mostrando em sua programação uma imagem positiva, permitindo visibilidade aos homossexuais.
(imagens TV Globo: final da Novela TiTiTi - Julinho e Thales juntos em Saquarema)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Nem tão queer assim

Dia desses eu conversava com um amigo sobre como havia sido o fim de semana. Conversa vai,conversa vem, ele me questiona o motivo de eu não ter muitos amigos gays, de não conviver tanto com eles na proporção em que convivo com meus amigos heteros. Parei e fui contar com quantos amigos eu passo mais do que uma hora. A lista não chegou a dez, quase nã0 chega a oito.
Fiquei matutando, matutando e percebi que a maioria dos amigos gays são virtuais. Fora twitter, msn, facebook eu praticamente não conheço quase ninguém. Acho que a explicação é que eu não costumo sair muito pra baladas gls, não sou muito fã de boate e confesso não ter muito saco pra tentar.

Boate com tribal e drag music me cansam de uma maneira absurda. Cansam porque não consigo ver ritmo, melodia ou coisa parecida nessas musicas. Me cansam também porque são sempre as mesmas caras com os mesmos carões.Prefiro sair com meus amigos pra um bar aonde eu possa ouvir uma musica um pouco mais harmônica ou ficar na casa de alguém jogando conversa fora. E em geral,se ouve do sertanejo à Belchior, o que deve me tornar a bicha mais brega entre os blogayros (prova disso é a expressão matutar,que costumo usar em conversas e resolvi colocar nesse texto. Quem hoje em dia fala isso?)

Acho que eu não sou um grande exemplo da cultura queer sul-mato-grossense, já que conheço e convivo com um grupo pequeno de gays e também não me identifico muito com os outros que estão fora desse grupo.Não sei se quando escrevo represento muito quem vive aqui ou que acontece por aqui, também não tenho vocação pra ser flyer de festa ou consultor de sauna. Tem outros blogs que escrevem - com muita propriedade - sobre o assunto. Também nao sou o *mais famoso na noite* pra sair escrevendo sobre aonde ir, com quem ir e o que ouvir. Não me identifico com o que vejo quando saio e por isso sigo sem sair e conhecer mais a noite glstuvxyz local.

Esse amigo - que é praticamente uma celebridade gay de Campo Grande - comentou que conviver demais com gay, acaba deixando agente afetado demais e que as bichas são, em geral, más demais para serem amigas. Se eu não fosse um cara com anos de terapia nas costas, ia jurar que essa linha de "não me misturo com gays" me torna menos homossexual e melhor que os outros, mas sei bem que não é assim. Não é porque não vou aos dois bares gays dessa cidade ou porque que não vou na noite gls da boate que deixo de fazer parte da tal cena queer de Campo Grande.

sábado, 24 de julho de 2010

ILGA lança um diretório mundial de organizações LGBTI e aliadas


Este serviço, que reúne grupos associados e não-associados à ILGA, inclui também, sindicatos, organizações de mulheres ou de direitos humanos, numa tentativa de criar pontes com organizações não-governamentais (ONGs) que não trabalham especificamente com direitos LGBTI, mas que incluem ou apóiam essas questões. São membros da ILGA, por exemplo, as cidades de Barcelona e Amsterdam ou o Public Sevices International, um sindicato com milhões de associados em todo o mundo.

O diretório da ILGA, criado graças a uma doação da IBM é gratuito e aberto a todos. Seu objetivo é capturar a diversidade e riqueza dos muitos grupos e pessoas de boa vontade que lutam pela igualdade de direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Pessoas Trans e Intersexo.

Renato Sabbadini, co-secretário gera da ILGA:

Este serviço é inovador e um novo desafio nesses 30 anos de história da ILGA. Quantas organizações de gays, lésbicas, bissexuais, pessoas trans e intersexo atuam no mundo hoje? Como as pessoas se organizam? Que atividades desenvolvem? Que serviços oferecem à comunidade? Atualmente, ninguém é capaz de dar uma resposta definitiva a essas perguntas. O diretório é a fase inicial de um projeto mais amplo que visa ser uma plataforma internacional onde os grupos LGBTI possam se unir, partilhar suas informações com um número crescente de pessoas que se importam cada vez mais com o que acontece a gays, lésbicas, bissexuais pessoas trans e intersexo no mundo.


Gloria Careaga, co-secretária geral da ILGA:


A ILGA é hoje uma rede internacional que reúne mais de 600 grupos que atuam politicamente em seus países. Com este diretório, queremos dar um passo à frente, e ir ao encontro dos muitos outros grupos que fazem parte da nossa comunidade. A maioria desses grupos atua politicamente e, com suas ações e presença, organizam e viabilizam as transformações sociais. Ao estabelecer contato com essas organizações e trazê-las para nossa luta esperamos ser capazes de alcançar muito mais pessoas em todo o mundo e multiplicar o impacto de nossas campanhas


Para mais informações, contatar ILGA : 0032 2 502 24 71 0032 2 502 24 71 stephenbarris@ilga.org


A ILGA é uma rede de mais de 600 organizações de 111 países que luta desde 1978 por direitos humanos iguais para lésbicas, gays, bissexuais, pessoas trans e intersexo. O trabalho conta com o apoio das organizações HIVOS e NOVIB (dos Países Baixos), da IBM, da Agência Sueca para o Desenvolvimento Internacional (SIDA) e da Fundação ARCUS.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Visibilidade e Revista Veja

Nada como um texto bem escrito e argumentos sólidos. Mais uma vez recomendo o André Fischer, no Mix Brasil. Especialmente no último parágrafo, mudou minha opinião do significado da matéria.

A Arte imita a vida ou a vida imita a arte?

Lindinalva, AMO-TE ;)

Depois de dúvidas de se a mídia é maldosa e manipuladora como deliram uns governantes deste subcontinente, basta ler o post da Lindi, dona do blog mais "limpinho", que por maldade também está classificado como de "conteúdo impróprio".

(Se você é homem heterossexual este link do Kibe Loco é menos impróprio, mas a conclusão é a mesma).

quarta-feira, 31 de março de 2010

Banho de Realidade

Em semana de Ricky Martin, Cleycianne, Dourado, o folhetim adolescente da Globo continua mostrando que "rola preconceito", apesar dos avanços.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

ABGLT e BBB10

O reality show da maior rede de televisão aberta do Brasil, a Rede Globo, Big Brother Brasil, tem enorme audiência e repercussão nacional e pode colaborar para a tolerância ou o reforço de preconceitos históricos. As falas do participante Marcelo Dourado tem sido alvo de críticas de instituições de defesa dos direitos humanos. É considerado triste modelo do homem brasileiro homofóbico e machista.

Em confronto 16 de fevereiro com a co-participante Angélica, em que foi acusado de estar combinando votos. Dourado disse que agrediria Angélica pelas acusações se ela não fosse mulher. “Ela foi covarde porque é mulher. Primeiro, ela sabe que eu não bato em mulher e, segundo, porque ela sabe que eu não posso agredir ninguém aqui no programa. O jeito que ela bateu a mão no peito e apontou o dedo pra mim, era pra eu ter quebrado o dedo dela, enchido ela de porrada e deixar ela desmaiada no hospital”. Pergunto-me se isto é comportamento social aceitável e que deva ser mostrado na TV. Este tipo de agressividade deveria ser motivo, como a agressão física, para desqualificação imediata.

Com a manifestação desta e outras “sábias” e “modernas” teorias, inclusive a de que somente homens homossexuais contraem o vírus da aids (homens heterossexuais não contrairiam), a Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) divulgou uma nota de repúdio ao lutador.

Na nota, a ABGLT diz que “as atitudes e declarações de Marcelo Dourado, em um programa de televisão com grande audiência nacional, apenas servem para reforçar toda esta carga de preconceito, discriminação e estigmatização contra a população LGBT, e demonstram a impunidade com que esta forma de discriminação se aplica na sociedade brasileira, ao contrário do racismo e outras formas notórias de discriminação passíveis de punição prevista em lei”(trecho).

A ABGLT pede iniciativas contra "o preconceito e a discriminação contra pessoas LGBT, e que se promova o respeito às diferenças".

Visto que Marcelo Dourado enfrenta Angélica e Dicesar (a top drag Dimmy Kieer) no paredão de hoje, 23 de fevereiro, aproveite e vote aqui para ajudar a eliminar este intolerante. Seria bonito ver dois homossexuais assumidos derrotando na votação do público o participante acusado de preconceito e homofobia para ver quem deixa a casa e o sonho de ganhar o prêmio de 1,5 milhão de reais.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Experimentando

Semanalmente (ou quase) ele vai ao culto, encontra-se e congrega com os irmãos e celebra a existência divina de uma força única: a vida. A experiência é tanto transformadora, quanto criativa, mas também cansa. Por isso, um choque de realidade às vezes é preciso.
Ontem, troquei a missa noturna de todos os sábados (aka The Week) por uma noite pagã na Blue Space. Não enfrentei sozinho a empreitada. Afinal, ao lado de amigos temos coragem e força para ir até os confins do universo.
Muito tempo sem frequentar a casa e tudo continuava o mesmo: a música (para dublar e se divertir), o público (eclético etmologicamente falando) e os shows (uma superprodução stefhaniana com balés, palco giratório etc.).
No balanço final, ela (a vida) deu mostras de que a constância e a transformação caminham juntas, assim como como o hype e o brega. Que venha o culto da semana que vem...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Parabéns ao GlamAddict

O post mais facilitador de todos que vi. VAMOS PARTICIPAR.

Gay rights are human rights!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

The Week - O Culto


"A The Week se transformou na melhor referência de noite que já tivemos."
Gui Silva, amigo do Rio de Janeiro.

A noite GLS deixou o gueto e tornou-se referência nacional e internacional, motivo de orgulho para a comunidade, depois da The Week, sem dúvida.

Parabéns ao Almada pela festa incrível de aniversário!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Nem só de Trevisan

Por muitos anos poucos intelectuais de envergadura foram abertamente homossexuais no Brasil. Um dos mais notáveis é João Silvério Trevisan . Além de suas inúmeras obras (que podem ser pesquisadas no link), ganhou a massa homossexual das cidades grandes como articulista da extinta revista Sui Generis - das raras de estilo e comportamento GLS que não perderam sua linha editorial. Isso numa época em que donos de bancas recusavam-se a expô-la ou vendê-la, e muitas vezes era difícil comprá-la. A isso somava-se as dificuldades econômicas de todos nós brasileiros.

Bom ver em link da Folha Online comentário sobre livro escrito por outro intelectual, este mais contemporâneo, André Fischer. O Grupo Folha sempre foi o mais "friendly" das grandes mídias brasileiras, dando visibilidade aos homossexuais e mostrando à sociedade que, sim, eles existem. O André Fischer, a quem só conheço de vista mas de cujo trabalho sempre gostei, mostra que também se sai bem em retórica em vídeo, abordando um tema original e pouco abordado: o preconceito que começa em casa.

Creio que vale a pela ler, assistir ao vídeo e comprar o livro.

domingo, 16 de agosto de 2009

Brüno


Conforme programado, eu e Pavi fomos assistir ao filme Brüno no Cinemark. Tivemos experiência bem diversa da que Tony Goes descreve aqui.

O cinema era mainstream, ht, família. Cheio de casais de todas as idades. E o público riu a valer. Embora algumas vezes os gays rissem de coisas diferentes que os héteros.

Quem sabe o público geral esteja preparado.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Lição de Vida e Moral

Não podia deixar de postar:

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Were The World Mine

Muitos estão chamando de versão gls de "High School Musical".

Não sei se o filme inteiro será bom, mas isso, só vendo pra dizer... (Só pra constar: o segundo é versão prolongada do primeiro).

Posto os trailers (fonte: divulgação).

sábado, 15 de novembro de 2008

Presentinho para os que falam inglês

Se clicar sobre o vídeo e ir para o site do Youtube tem em "high quality". Eu vou pra boate, mas deixo minha comediante favorita =)

Beijos a todos!




Mais uma vez obrigado ao Ludo por me apresentar a ela =)

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Melhor post da semana

Sei que postei demais neste finde, mas foi pra compensar a semana parada... E não poderia deixar de recomendar o melhor vídeo do Youtube de muito tempo, no blog do amigo blogayro Uomini! Quem sabe um dia ele faça uma participação especial aqui no RH? Sonhar não custa nada =D

domingo, 2 de novembro de 2008

A QUATRO MÃOS: UMA DÚVIDA JURÍDICA

Este artigo foi escrito a quatro mãos e está sendo publicado "em espelho" nos blogs de Alexandre Lucas - "ENQUANTO ISSO, NO RH DO INFERNO" - , e Ludo Diniz - "REHAB YOUR MIND".

Há algum tempo temos observado a mudança da vida noturna LGBT (sim, a sigla foi mudada de GLBT para seguir ao padrão internacional) em São Paulo. Com uma diminuição da importância dos bares, os brasileiros "barzinhos" e a supremacia inquestionável atual das boates/casas noturnas, que chegam a serem referidas como "o culto" ou "a missa", pela freqüência semanal e estilo bate ponto de seus freqüentadores.

Uma questão que envolve aspectos tanto de comportamento quanto de legalidade levou-nos a unir forças em torno da discussão deste assunto.

Observou-se o aumento da importância das boates na vida noturna, a mudança do estilo das músicas - das embaladas e cheias de vocais da era disco para as psicodélicas e conceituais, com raros vocais, em voga nos dias de hoje, vieram outras mudanças na cena LGBT, aqui falando principalmente do mundo GBT masculino.

Primeiro as baladas começaram a iniciar gradual e lentamente mais tarde. Baladas que nos anos 80 iniciavam-se 22:30-23h, passaram para 00h, e hoje o chique nas baladas do momento como a The Week é chegar depois das duas, de preferência depois de um badalado e bem freqüentado "chill-in", versão "gay chic" para o brasileiríssimo esquenta que rola desde nossos 14 anos, nos tempos de carnaval.

Nas baladas da moda, sempre houve drogas ilícitas, mas essas eram restritas a meia dúzia de "colocadas" conhecidas que se drogavam discretamente escondidas nos reservados dos banheiros. A maioria apenas bebia alcoólicos, em quantidades variadas... Aos poucos, começou uma transformação gradual e concomitante: as baladas foram começando mais tarde e durando mais, mais e mais pessoas se drogando para conseguir dançar horas seguidas, e a música foi-se tornando mais eletrônica e "conceitual", até porque as pessoas em sua maioria, nas pistas ao menos, quase não conversam, e as festas têm-se tornado uma experiência cada vez mais individual.


Toda ação leva à uma reação. Ninguém prestou muita atenção ao que acontecia na cena gay, como nunca prestaram. Mas as mesmas transformações foram sendo transpostas para a cena heterossexual, com suas raves intermináveis e sempre em locais ermos. Sempre disse (Alexandre Lucas) que ninguém dirige mais de uma hora para ir a uma festa e depois anda meia hora no barro para fazer alguma coisa "direita", que pudesse ser feita em boate ou mesmo motel da cidade.

Por uma questão de escala, jovens começaram a ter problemas, ambulâncias foram acionadas e pessoas chegaram a morrer. Mídia e famílias perceberam. A sociedade brasileira, como de costume, lentamente e de modo enviesado, começou a reagir. Começaram a ocorrer batidas policiais em busca de drogas ilícitas tradicionais e sintéticas e a polícia começou a perceber que precisava investir em inteligência. Passou a infiltrar agentes à paisana nas festas. Não somos contra nada disso. As polícias e o Estado estão aí para fazerem seus papéis.

O problema é que foi especulado que alguns donos de boate e organizadores de eventos (alguns(mas) chegaram a ser presos) estariam envolvidos no tráfico. Aos poucos as "otoridades" começaram a pressionar donos de estabelecimentos. Acredita-se que rola a brasileiríssima prática da propina, e boates começaram a contratar seguranças privados para revistar - de maneira bem porca, verdade, como toda fiscalização neste país - os cidadãos na entrada dos eventos e casas noturnas. Em algumas casas, chega-se a arrombar portas de banheiros para ver o que a pessoa está fazendo no reservado e mesmo a "autuar" pessoas pegas pelos seguranças particulares com drogas na pista. Na maioria das vezes, as drogas "apreendidas" são usadas pelos próprios seguranças privados e/ou vendidas. Não cremos que haja registros na polícia de entrega de drogas por boates, mesmo as da capital que chegam a ter capacidade e freqüência de milhares.

Nosso entendimento - e abaixo arrolamos as devidas considerações legais - é de que essas ações (as dos agentes privados de segurança, não das Polícias) são ilegais e ferem os direitos fundamentais do cidadão, garantidos pela Constituição Federal de 1988. Ninguém é obrigado a nada, a não ser em virtude de lei, inclusive a deixar-se revistar por seguranças particulares. Estes por vezes grossos, por vezes preconceituosos, e que inclusive chegam a apalpar genitais de maneira abusiva, causando incomodo, na desculpa da "revista".

Aliás, apesar de a Constituição Federal e o Código Penal proibirem as tais revistas, como muitas outras coisas, os brasileiros vão se acostumando com as ilegalidades sem maiores qüestionamentos. Consideramo-as invasivas, ilegais e ineficazes.

Sim, porque a revista do modo como ocorre atualmente, na maioria das casas noturnas, não têm qualquer eficiência. Afinal, quem quiser entrar com uma arma branca, ou até mesmo de fogo, consegue facilmente passar pelos "Leões de Chácara". E isso vale também para a questão de entorpecentes, ou alguém verifica as costas, meias e cuecas dos frequentadores? Sem falar de dealers que colocam drogas dentro de preservativos e entram com a referida mercadoria no ânus, por mais nojento que possa parecer. TUDO pelo lucro.


Alguns lugares usam detectores de metais, tornando um pouco mais eficaz a segurança, mas não menos humilhantes. Se atualmente os policiais sequer podem fazer revistas imotivadas e usar algemas quando não há risco de agressão ou fuga, como podem seguranças privados, muitas vezes sem a devida autorização da Polícia Federal, bulinarem os clientes.

Não podemos esquecer o fato de a maioria dos problemas relacionados a segurança atualmente envolve muito mais o furto ou roubo de celulares, carteiras e objetos pessoais, sem a necessidade portar qualquer arma, do que brigas entre os freqüentadores. Estes fatos inclusive têm sido peremptoriamente ignorado e abafado pelas casas.

Quanto a droga retirada eventualmente encontrada com os clientes, a casa deve ser clara quanto ao que fazer, devendo conter avisos na entrada e no "site" de internet sobre qual a sua conduta. A esperada é avisar a polícia e entregar a droga e o usuário ou "dealer" para a autoridade policial tomar as devidas providências legais. Mas as empresas não vão atuar dessa maneira, pois, os clientes usuários de aditivos passariam a ir em clubes mais permissivos.

É estranho os relatos de abusos dos seguranças ocorrerem normalmente em lugares onde é publico e notório o abuso de drogas. Raramente algo é feito pela casa noturna para tentar amenizar o problema.



Incomum atitude como a do Royal, que não só usou da sua segurança para interceptar uma quadrilha, como chamou a polícia e prestou todas as informações para a imprensa, causando uma ótima impressão para o lugar, afinal, lá se você sofrer algum problema, contará com assistência devida. Detalhe: no Royal a revista é bem meia-boca. Não só lá, mas na maioria das baladas hétero "premium".


Essas atitudes dos seguranças, ferem várias normas legais, tanto no campo constitucional como no âmbito do direito penal.

O artigo 146 do Código Penal, trata do crime do constrangimento ilegal, onde a conduta típica é obrigar a vítima (cliente) a fazer ou não fazer algo, violando a sua vontade. A ilicitude não se enquadra quando a coação está amparada pelo direito, porém, é ilícito quando destinado a impedir um ato imoral que não seja ilícito.


Aqui se incluí a questão de levar a pessoa para fora da casa por estar "alterada" ou por ser flagrada usando drogas (lembrem, o uso não é proibido em nossa legislação) ou até mesmo, no caso de baladas hétero, quando expulsam um casal gay por estarem se beijando.

Também se enquadra a questão da revista pessoal, onde se obriga o cliente a ser apalpado, muitas vezes de forma constrangedora, chegando até a causar dores físicas, principalmente nos homens, quando sobem a mão pelas pernas até a virilha.

Outro artigo infringido com certa freqüência é o que trata de seqüestro e cárcere privado, o 148 do Código Penal.

Para se praticar o crime, basta privar alguém da liberdade, separando a vítima de sua esfera de segurança ou a colocando em confinamento. Mas também pode ser cometido por omissão, não deixando sair de um local onde se encontrava licitamente.

Essa prática é comum quando a pessoa perde a comanda e se recusa a pagar o valor exorbitante cobrado, ou mesmo quando se discute os valores lá cobrados, comum de ocorrer em sistemas informatizados, quando um funcionário erra o número do cartão.

Nesses casos, o confinamento do cliente é crime.

Porém, não se pode confundir a questão quando a pessoa não tem dinheiro para pagar o que consumiu, quando a questão se inverte e então o consumidor é quem comete o crime previsto no artigo 176, tendo então de ser chamada a polícia, para se resolver o caso na Delegacia.

Já se tiver dinheiro para efetuar o pagamento, mas estiver contestando algo, o estabelecimento não poderá efetuar qualquer retenção ou ameaça. Poderá, entretanto, chamar a polícia e caso não cheguem a um acordo, discutirem a questão no Poder Judiciário.

Fica para pensarmos e decidirmos qual a atitude correta a tomar como cidadãos, independente de julgamentos sobre uso ou não de drogas. Isso é decisão de cada um e quem for flagrado por agente policial sofrerá as sanções legais.

Fica a dica para as boas casas contratarem assessorias jurídicas competentes, e, de preferência, acatar as recomendações das mesmas.

E aos clientes: exijam seus direitos.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Atraso

Este vídeo mostra como no exterior a mídia já mostra exemplos positivos para jovens GLBT. E aqui no Brasil ainda se pergunta se pode ser enquadrado no "padrão Globo de qualidade".


Roubado daqui. ;)