sábado, 14 de maio de 2011
quinta-feira, 5 de maio de 2011
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
Assim se constrói uma democracia
domingo, 2 de maio de 2010
"STF "perdeu o bonde da história"" II
Hoje na Folha de São Paulo (versão impressa disponível para assinantes do jornal ou do UOL em sua versão completa aqui) o genial articulista Janio de Freitas que viveu à época, explica que trata-se de falácia que tenha havido um acordo bilateral da sociedadade brasileira.
NA GARANTIA de impunidade dada pelo Supremo Tribunal Federal aos autores de tortura, morte, estupro e desaparecimento de presos na ditadura, o saber jurídico brasileiro não traiu o costume nacional em relação ao crime social ou politicamente forte, mas tratou a História com um desprezo desonroso e fundamental para a decisão. ...
... Sete dos votos no STF adotaram, com mínimas diferenças verbais, o argumento de que "a anistia foi amplamente negociada entre civis e militares". ...
... Foi sob a desigualdade extrema das partes que se deram as "negociações amplamente feitas entre civis e militares". De que meios a oposição ao regime dispunha para fazer exigências, ou uma que fosse? Nenhum. Nem por isso faltaram menções à punição dos autores de tortura, mortes, estupros e desaparecimentos de presos. Tais cobranças foram publicadas por alguns jornais, no Congresso houve quem ousasse levá-las à tribuna. O regime recusou-se a discuti-las. Era a limitação pela força. A oposição esticou o quanto as condições lhe permitiram. Os militares entregaram até onde começava a própria razão de admitirem a anistia parcial ao "inimigo", como dizem ainda.
A razão era objetiva: tratar de se assegurarem a impunidade, sem risco algum para a continuidade de suas carreiras ou fora dela. ...
... A OAB não "levou 30 anos" para "rever o seu próprio juízo, como se tivesse acordado tardiamente", ao que pensa o presidente do STF, Cezar Peluso. Nem isso se dá com os que se põem contra a impunidade dos autores de tortura, mortes, estupros e desaparecimento de presos. O tempo foi necessário para que a OAB e os demais supusessem haver condições, enfim, para investigar e submeter a julgamento os crimes horrendos da ditadura. Foi engano.
Vergonha mais pura e simplória que senhores e senhoras togados, que em sua totalidade conheceram parcial ou totalmente os anos de chumbo e as condições assimétricas de tal "anistia" tenham-na julgada justa. Mais uma dívida do país para com a História. E esta senhora, não duvidem, costuma cobrá-las SEMPRE, ainda que tarde.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
"STF "perdeu o bonde da história""
"Lamentavelmente, o STF entendeu que a Lei de Anistia (6.683/79) anistiou os torturadores, o que, ao nosso ver, é um retrocesso em relação aos preceitos fundamentais da Constituição e às Convenções Internacionais, que indicam, de forma muito clara, que tortura não é crime político, mas crime comum e de lesa-humanidade, sendo portanto imprescritível", afirmou.
Daqui.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
STF
PARABÉNS ao Ministro Marco Aurélio.
E esse chefe da casa militar do DF no vídeo é a cara da polícia brasileira.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Final Feliz do Ano
O Brasil levou anos para fazer cumprir a Convenção de Haia - da qual é signatário - que visa impedir o "seqüestro internacional" de menor por parte de um dos pais, além de determinar que em disputas de guarda a criança seja repatriada ao país de nascimento e que a justiça desse país decida sobre a guarda.
A resposta noticiada na Folha de São Paulo de Goldman à avó brasileira sobre se poderia ver Sean - "Não vou fazer com você o que você fez comigo." - denota humanidade e altruísmo que serão difíceis de checar. O menino não deve voltar para cá enquanto menor e, se visitarem-no nos EUA os parentes brasileiros estarão sujeitos à possibilidade de processo por seqüestro internacional.
A conferir. Ficam os parabéns à decisão do Ministro Gilmar Mendes do STF.
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
País Sério?
"O que estarrece, e aí ficamos muito preocupados com a quadra vivida, é que uma decisão mandamental do Supremo tenha o cumprimento postergado. Causa espécie que o Senado da República se recuse a cumprir uma decisão do Supremo. Não sei. Talvez a quadra seja sinalizadora de fecharmos o Brasil para balanço", afirmou.
Já o ... ... ministro Gilmar Mendes disse... ... "Todos nós sabemos da clareza da decisão do Supremo e ela deve e há de ser cabalmente cumprida."... ..."Eu me recuso a acreditar que o Senado está se recusando a cumprir a decisão do Supremo. Tenho a absoluta convicção de que a decisão será cumprida o mais rápido possível."
Gente de bem e de boa fé. Brasileiros natos.
E o brilhante Elio Gaspari comenta aqui que:FHC expôs o lado sombrio do poder petista
Comentado por este blogueiro aqui.
sexta-feira, 30 de outubro de 2009
sexta-feira, 19 de junho de 2009
Mais Uma Bola Dentro Pro STF

Por oito votos a um Supremo decide que o decreto-lei 972 de 1969, produto da Ditadura Militar dos Anos de Chumbo, que exigia diploma de curso superior para o exercício do jornalismo, é INCOMPATÍVEL com a "Constituição Cidadã" de 1988.
A lei era muito vaga. Exigia diploma de curso superior para o exercício do jornalismo. Seria blogar um tipo de jornalismo? O Ministério Público Federal, sindicatos de empresas de televisão, radialismo e mesmo jornais, assim como a maioria da blogosfera, eram a favor de que o entulho autoritário fosse anulado junto com a malfadada Lei de Imprensa - também já letra morta desde 30 de abril deste ano. Apenas os cartórios dos jornalistas - que atendem pelos nomes Fenaj e ABI, defendiam a exigência (por certo vislumbrando certa reserva de mercado).
Pra variar, Marco Aurélio Mello, o ministro do voto vencido, a quem não deixo de admirar por outros predicados, foi o único voto contrário.
O entendimento foi baseado nos princípios das liberdades de expressão e comunicação. Fazem parte dos direitos pétreos da Constituição. Não creio que a medida seja facilmente revertida, apesar de manifestação nesse sentido do Ministro das Comunicações, Hélio Costa, que acha que o Congresso deveria "mudar a lei". Seria necessária nova Constituinte...
Uma boa notícia neste mar de lama que há muito assola a capital federal.
domingo, 31 de agosto de 2008
ABIN, grampos, STF...
Entreguem a Deus.
domingo, 27 de julho de 2008
STF e os Donos do Mundo
sábado, 12 de julho de 2008
Apesar do Post Abaixo
Ensinamento Pesadinho do Dia
"O mundo não é uma rodinha de poesia."
Mas nada é perfeito e o mundo não é uma rodinha de poesia. TUDO tem seu preço e há pesos e contrapesos na democracia. Essa do Dantas ter sido solto duas vezes em horas (48), jamais aconteceria na época da Ditatura dos Milicos. Isso mesmo. Naquela época não havia a presunção de inocência até prova em contrário. Muitos ficaram presos, foram torturados, morreram, sob o jugo de juízes, muitas vezes, verdade, acossados por militares. Um filho, mãe, pai, amigo, era preso e não se sabia o porquê nem por quanto tempo. Houve épocas de suspensão do habeas corpus. Mas isso tem seu preço e muitos culpados se aproveitam. CULPA nossa. Do Congresso que elegemos, que cria leis de processo penal que permitem múltiplas protelações, apelações e chicanas... O STF tem apenas cumprido as leis vigentes... Não as cria!
sábado, 31 de maio de 2008
STF

Marcelo Rubens Paiva no programa da rádio CBN (link ao lado) "Fim de Expediente": "O Supremo apenas aprovou o que já era realidade". E "...o Brasil está uma década atrás dos países civilizados em legislação...".
Concordo com ambos. Mas infelizmente, neste particular está certo mesmo o cientista e divulgador da ciência, articulista da Folha Marcelo Leite (artigo completo aqui, para assinantes da Folha ou do UOL), que escreveu: "...conseguiu-se enfim autorizar o que dez anos atrás parecia promissor, mas em raras situações, hoje, e com perspectivas cada vez mais estreitas. Mesmo quem discorda de dar carta branca aos cientistas pode diagnosticar aí uma incapacidade crônica de decidir o que fazer em sincronia com a própria época." Triste. Somos um país insuficientemente laico e excessivamente conservador.
quinta-feira, 29 de maio de 2008
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Só para dizer que o tempo não para...

Registro aqui que morreu um dos últimos políticos brasileiros que eu admirava, o Senador da República Jefferson Peres, do AM. Sempre admirei sua coerência, fidelidade à democracia e ao que considerava certo e justo. Lamento.

E o STF (SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL) prepara-se para julgar a ação acerca da demarcação da Reserva Indígena Raposa / Serra do Sol. Cagada (com o perdão da palavra) conjunta dos governos FHC e Lulla, o que está em questão é a demarcação contínua, em área de fronteira e quase nenhuma presença do Estado Brasileiro, com ídios que se denominam "nação indígena". Os militares e muitos brasileiros temem que se abra um perigoso precedente separatista, em momento em que o mundo dito desenvolvido e rico, que destruiu quase todos seus ecossistemas, discute a soberania brasileira na Amazônia e nos campos de petróleo recém descobertos.Tanto FHC quanto Lulla assinaram a demarcação por pressão de grupos de direitos humanos internacionais. Corre a boca pequena em Brasília que, caso o Supremo proíba a demarcação contínua, Lulla lavaria as mãos e diria que decisão da justiça se respeita. Não ficaria com sua imagem de "estadista" e pai dos pobres maculada.
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Lei de Imprensa - parte 2 de 3

"Por maioria, os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) mantiveram os efeitos da liminar concedida na semana passada pelo relator Carlos Ayres Britto, que suspendeu parte da Lei de Imprensa. O julgamento do mérito da ADPF (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental) ajuizada pelo PDT deve ocorrer dentro de cerca de seis meses pelo STF.
O PDT pediu a revogação total da Lei de Imprensa --que regula a liberdade de manifestação do pensamento e de informação-- alegando que ela viola diversos preceitos constitucionais.
Dos dez ministros que participaram do julgamento, seis acompanharam o voto de Ayres Britto pela suspensão parcial da lei: Cármen Lúcia, Ellen Gracie, Ricardo Lewandowski, Cezar Peluso e Gilmar Mendes.
Outros três ministros --Menezes Direito, Celso de Mello e Eros Grau-- foram favoráveis à suspensão de toda a Lei de Imprensa. Só o ministro Marco Aurélio decidiu não referendar a liminar de Ayres Britto."



