Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador memória. Mostrar todas as postagens

domingo, 14 de agosto de 2011

Dia do Pais



Só o amigo @guilhermeffs para me lembrar que meu pai sempre me levava em churrascarias com harpas paraguaias em que tocava esta música.

sábado, 15 de maio de 2010

Instituto Butantan

Triste país que descuida de seus museus (fonte Globo.com):

Incêndio destrói labotarório de répteis do Butantan

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Cacique Cobra Coral 10

14°C em SP e 09°em Pres. Prudente (SP) e região. Acabo de falar com minha amiga que mora em Copenhague. Lá 6°, sensação de 1. Tempo atípico.

domingo, 18 de outubro de 2009

Memória curta


Não sou fã de Fórmula 1. Na verdade, pouco entendo de esportes em geral. Mesmo assim, elegi o tema para minha estreia aqui no RH.

Em 2008, cobri a final do campeonato de F-1, no GP Brasil, em Interlagos. Lá, os louros e os holofotes estavam com Felipe Massa, esportista que poderia impedir a vitória do inglês Lewis Hamilton. No outro extremo, Rubens Barrichello era persona non grata, piloto desprestigiado prestes a se aposentar.

Um ano depois, após acidentes, infortúnios, boa condução e um pouco de sorte, eis que novamente no GP Brasil Barrichello surge como a "jóia e esperança brasileira na disputa ao título mundial", laureado e reconhecido como grande piloto e homem.

Na verdade, uso o esporte parar mirar a hipocrisia. Aonde estão os detratores de Rubinho? Aguardam, dissimulam, fingem torcer para o brasileiro?

Desde a morte de Ayrton Senna, ele foi alçado como seu herdeiro na F-1. Parte da culpa é dele, sem dúvida. Aí, os primeiros resultados não vieram e a figura passou a ser execrada. Rubinho pé de chinelo para cá, Marcha Lenta para lá...

Inusitadamente, o "pé de breque" virou a esperança desse país que tem memória curta...

(Foto: Honda Racing F1)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Programa de Domingo em São Paulo


Adoro fazer passeios na cidade, que é tão rica culturalmente e pela qual muitas vezes pouco nos interessamos.

Neste domingo pretendo conhecer, na Rua do Carmo, ao lado da Estação Sé do Metrô, a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte (concepção artística acima). Templo católico barroco construído em 1810, é patrimônio tombado e passará a funcionar 24horas por dia a partir deste domingo. Ameaçada pelo tempo, teve reforma iniciada em outubro de 2006, custeada por patrocinadores privados e pela Lei Rouanet, ao custo de R$6,5milhões.

A reforma foi completa, do piso ao telhado. Acho que valerá a pena visitar, fotografar, conhecer. Como em tantas restaurações de igrejas centenárias Brasil afora, descobriu-se que pinturas artísticas originais de época haviam sido cobertas por pinturas de manutenção baratas posteriores.

Prometo contar depois =D

terça-feira, 7 de julho de 2009

Ótimas memórias


Tempos tão felizes!

(daqui)

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Vale a pena ler


Como diz o querido amigo Daniel, não curtimos ser só "copy and paste" aqui no RH.

Mas este texto abaixo do Mix Brasil é nota 10 e faz o que deve ser feito neste país: dar aos brasileiros o direito à memória e fim ao sigilo eterno. O original aqui.

***************************************************************

Intolerância oficial
3/7/2009

Perseguição a sete diplomatas brasileiros gays completa 40 anos
Por Thereza Pires



Qualquer notícia sobre perseguição política ou homofobia me atinge no lado esquerdo do peito - meu marido é anistiado político e meu filho é gay. E foi indignada que li sobre mais um coquetel de intolerância perpetrado pela ditadura militar que assolou o País, numa reportagem de impacto, assinada por Bernardo Mello Franco e publicada no caderno “O País”, páginas 10 e 12 , do jornal carioca O GLOBO, edição de domingo, 28 de julho.

Não só no Senado de hoje mas, também em pleno período dos anos de chumbo da ditadura militar, aconteciam atos às escondidas. O jornal teve acesso a um dossiê secreto do Serviço Nacional de Informações.

Abril de 1969
Aposentadoria compulsória, expulsão sem direito de defesa e violação de intimidade foram as armas usadas pela abominável Comissão e Investigação Sumária, criada pelo ministro Magalhães Pinto e presidida pelo embaixador Antônio Cândido da Câmara Canto, com a assistência dos embaixadores Carlos Sette Gomes Pereira e Manoel Emílio Pereira Guilhon.

O grupo, que aproveitou o rabo de foguete conhecido como Ato Institucional número 5, o AI-5 (dezembro de 1968), elaborou uma lista e tomou providências rápidas para afastar dos quadros do Itamaraty 15 diplomatas, 8 oficiais de chancelaria e 25 servidores administrativos.

Foi a maior caça às bruxas da história da diplomacia no Brasil. Alcoolismo, desinteresse pela carreira, indisciplina funcional e “emoções instáveis” também serviram como pretexto para a violência, mas a carga pesada ficou mesmo para sete diplomatas que atentavam contra “os valores do regime pela prática de homossexualismo, incontinência pública escandalosa”. A quatro deles foi imposto um exame médico para verificar a orientação sexual. Não restaram registros sobre essas consultas.

A Vinícius de Morais, coube uma aposentadoria compulsória. Então primeiro secretário, foi demitido porque, segundo o CIE (Centro de Informação do Exército) “sendo boêmio, parece ter errado de profissão e era sócio do Centro Brasileiro de Cultura ) - organização de fachada do movimento comunista internacional” (não seria o Centro Popular de Cultura da UNE? Ah, como eram desinformados os milicos).

Mas no peito dos gorilas também batia um coração e, compreendendo que o doce Poetinha era “homem de letras e artista consagrado”, propuseram que fosse aproveitado no Ministério da Educação e Cultura.

Carreiras desfeitas, vidas destruídas
Na sarabanda do preconceito entraram oito serventes, cinco porteiros e auxiliares de portaria e um mensageiro. Os humildes servidores foram companheiros, em arbitrariedade, de diplomatas de carreira cassados por "risco de segurança", já que seriam simpatizantes do comunismo.

Ricardo Joppert
Era uma vez, um programa de televisão chamado “O céu é o limite” que, como diz o nome, testava conhecimentos em troca de prêmios altíssimos para a época, algo semelhante ao filme ganhador do Oscar de 2009, ”Quem quer ser um milionário?”
No final dos anos 50, um moço de 16 anos parou o Brasil durante semanas, respondendo sobre a China.

Li Ti-tsun, então embaixador da República da China, o ministro de Educação, Chang Chi-yun, e o vice-ministro de Relações Exteriores Shen Chang-huan o convidaram para conhecer o país. O moço era Ricardo Joppert e a viagem rendeu um livro chamado “A China é sempre Formosa” (Editora:Livraria Fleming,1958) jogo de palavras e primeiro de uma série.

Aos 28 anos, já segundo secretário no consulado de Gotemburgo, Ricardo Joppert foi chamado às pressas ao Brasil e, no jornal distribuído no avião, ficou sabendo que estava aposentado. “Nunca escondi que era homossexual. Na época isso era visto como problema porque a sociedade não estava preparada para encarar minorias”, conta Ricardo, que foi reintegrado em 1986 e hoje trabalha no Museu Histórico Nacional.

Raul José de Sá Barbosa
A matéria de O GLOBO também informa que Raul era primeiro secretário na Embaixada do Brasil em Jacarta e o próximo a ser indicado para promoção por antiguidade quando recebeu um telegrama informando sobre a aposentadoria compulsória.

Como se não bastasse a homofobia, sofreu uma sobrecarga de pena: dois meses na Indonésia recebendo o equivalente a um salário mínimo na moeda brasileira da época.
Quem conhece a discriminação de perto, pode imaginar o que foi a volta do diplomata ao Brasil: eu sempre conto que os cassados pela ditadura, em quaisquer níveis, eram considerados lixo, zero, pertencentes ao mais baixo escalão da raça humana e ele lamenta nunca mais ter sido procurado por nenhum colega de turma, todos, hoje embaixadores.

Raul Barbosa é tradutor muito considerado, traduziu Virginia Woolf e Charles Dickens e vive em Santa Teresa, no Rio, sozinho com seu cachorro.

Nair Saud
Nair era oficial de chancelaria e trabalhava no Itamaraty desde os 17 anos. Foi seu primeiro emprego. Hoje, aos 86, ainda não conseguiu absorver a cassação por “risco de segurança”, de acordo com a Comissão de Investigação Sumária.

Diz que durante oito anos perdeu contato com o irmão, que preferia “ter uma irmã prostituta a uma irmã comunista”. “Era mentira, nunca me meti com política. Gente que frequentava minha casa deixou de me cumprimentar como se eu tivesse uma doença”, diz Nair, emocionada.

Era exatamente assim. Como Nair, também me emocionei ao fazer esse texto. E discordo do Ricardo Joppert: a sociedade ainda não está preparada para quem pensa diferente.

Mando um recado carinhoso para Raul Barbosa: eu sei e você deve saber que, quem vive com um cachorro fiel, nunca está sozinho.

terça-feira, 30 de junho de 2009

Vale à pena reler 3

Nem me lembrava mais deste post, mas segue atualíssimo!

Aqui.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Ainda na Onda Saudosista Boa

Eu curtia assistir em 1990 à minissérie Global "Riacho Doce". Mas o que mais ficou marcado em minha memória foi a música da abertura. Já cheguei a comprar CD apenas por esta "faixa".

Boas Lembranças

A internet não serve só para se compartilhar putaria. Traz de volta de maneira acessível boas lembranças do passado que alguns poucos tinham preservadas. Esse é um dos comerciais que mais marcaram minha infância. Pena que a música tenha ficado algo estigmatizada...

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Insônia


Nestes momentos de insônia, eu acabo me voltando mentalmente a passagens de livros que me marcaram muito, tal como o final de Cem Anos de Solidão, de Gabriel Garcia Márquez (se não quiser saber o final ou não leu, leia o livro todo antes de prosseguir):

"Macondo já era um pavoroso rodamoinho de poeira e escombros, centrifugado pela cólera do furacão bíblico, quando Aureliano pulou onze páginas para não perder tempo com fatos conhecidos demais e começou a decifrar o instante que estava vivendo, decifrando-o à medida que o vivia, profetizando-se a si mesmo no ato de decifrar a última página dos pergaminhos, como se estivesse vendo a si mesmo num espelho falado. Então deu outro salto para se antecipar às predições e averiguar a data e as circunstâncias da sua morte. Entretanto, antes de chegar ao verso final já tinha compreendido que não sairia nunca daquele quarto, pois estava previsto que a cidade dos espelhos (ou das miragens) seria arrasada pelo vento e desterrada da memória dos homens no instante em que Aureliano Babilônia acabasse de decifrar os pergaminhos e que tudo o que estava escrito neles era irrepetível desde sempre e por todo o sempre, porque as estirpes condenadas a cem anos de solidão não tinham uma segunda oportunidade sobre a terra."

As memórias que esta passagem evoca na minha cabeça sempre me trazem serenidade e felicidade, bem como a noção de que todas as coisas são passageiras. Qual a passagem favorita de vocês?

sábado, 15 de março de 2008

Descaminhos

Bom ver que alguns políticos neste país ainda têm memória. Sempre admirei Pedro Simon.