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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Moon river



Que bom seria se tudo fosse fácil como nos filmes.

clique aqui para entender.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Vale a pena reler

Sou um releitor também. Releio e sempre vejo alguma fasceta antes desapercebida. Sempre volto a Da Solidão (Cecília Meirelles - in "Janela da Alma").

Leia ou releia aqui.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Aglomerada Solidão 7

"Imagem: foto pessoal - Metropolitano de São Paulo)

Há momentos em que temos de recorrer às fontes:

At That Hour
by James Joyce

At that hour when all things have repose,
O lonely watcher of the skies,
Do you hear the night wind and the sighs
Of harps playing unto Love to unclose
The pale gates of sunrise?

When all things repose, do you alone
Awake to hear the sweet harps play
To Love before him on his way,
And the night wind answering in antiphon
Till night is overgone?

Play on, invisible harps, unto Love,
Whose way in heaven is aglow
At that hour when soft lights come and go,
Soft sweet music in the air above
And in the earth below.

Aglomerada Solidão 6


Dias frios.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Aglomerada Solidão 5

Solidão não é estar só, é ser só; e ser só não é estar numa ilha, é ser uma ilha.
Arlindo Cruz e Franco

terça-feira, 7 de julho de 2009

Aglomerada Solidão 4


Mesmo em bairros com predomínio de casas, arborizados, tranqüilos, a cidade mostra sua solidão.

sábado, 4 de julho de 2009

Valeu a pena?


Tem dias que você fica se perguntando se alguma coisa foi, não tem? Pois é estou num dia desses, de querer saber foi bom ou se foi ruim. Não to falando de uma viagem, uma balada, um tênis, uma bebida. Falo das escolhas que fiz da minha vida nos últimos nove anos. Será que tudo isso valeu?

Quando tinha 14 anos meu pai decidiu que eu já estava bem grandinho e que devia sair lá do interior e vir embora para a cidade grande. No dia 10 de Janeiro de 2001 eu me vi morando em Campo Grande.

No começo tudo era novidade, tudo era um universo a ser descoberto. Vizinhos que não sei o nome, aprender a pegar ônibus, administrar dinheiro, limpar a casa. Aprender a viver sem pai e mãe do lado, comida pronta, roupa passada, empregada, carro pra ir e vir não é nada fácil! Mas logo estava acostumado e o desafio foi arrumar amigos na escola. Sempre me achei mais tímido do que pareço e mais desconfiado do que pareço, então uma amizade verdadeira demorou um pouco a aparecer. Demorei a ceder e reconhecer que uma pessoa absolutamente diferente de mim podia ser legal.

O Ensino Médio passou rápido, aliás como passou rápido, e me vi na porta da Universidade. Hora de romper novamente? Amigos se foram, jurei que ia manter o contato com eles, mas acabei perdendo e hoje até passam por mim e não me reconhecem.

A faculdade também era um desafio. Metido a diferente que eu sou, resolvi ser jornalista em uma família de professores, funcionários públicos e agricultores. Os quatro anos do curso também passaram voando, quando vi já estava no ultimo e desesperado por não ter conseguido um estágio no mercado de "verdade".

Num golpe do acaso, que no fundo não era tão acaso assim, acabei entrando pela primeira vez em uma emissora de TV. Tive de por em pratica toda teoria acumulada, de reconhecer que não era tão bom quanto achava e de que sempre é possível melhorar. Me formei, amigos se foram de novo, continuei na mesma empresa até que ela quebrasse na metade do ano passado. Procurar emprego? Sinonimo de algumas portas na cara, algumas expectativas e por fim um resultado pratico: estava empregado novamente!

Hoje me pego indo onde quero, andando com as pessoas que quero, fazendo o que quero - na medida do possível - mas com uma sensação absurda de solidão. Sensação de que to sozinho no meio da multidão, sensação de que vou morrer por estar num sábado a noite sem ter pra quem ligar e isso dói mais do que qualquer coisa. Fico me perguntando se tudo isso realmente teria valido à pena. Será que eu seria mais feliz levando uma vida no interior? Me esforçando pra ser quem eu não sou de verdade? Me matando pra agradar a todo mundo menos a mim, tudo pra não ficar nessa sensação de solidão num sábado à noite?

Nunca vou saber a resposta, mas aprendi que o negócio é continuar caminhando por mais vontade que tenha de sentar na janela e ficar vendo a vida passar. Uma hora a solidão passa.

quarta-feira, 1 de julho de 2009

Aglomerada Solidão 3


O Parque do Trianon à noite é um lugar lúgubre e perigoso. Será que a cidade está precisando tanto assim economizar luz?

terça-feira, 30 de junho de 2009

Vale à pena reler 3

Nem me lembrava mais deste post, mas segue atualíssimo!

Aqui.

sábado, 1 de dezembro de 2007

O Inferno da Culpa


Sou uma pessoa feliz por ter muitos amigos, em variados círculos. Meu problema é que muitas vezes esses amigos não se misturam e isso acaba me dando um tanto de trabalho...

A maioria de meus amigos está na casa dos 30, como eu. E a maioria vive crises inerentes a esta faixa etária.

Importante frisar que TODAS as faixas etárias têm suas crises, sendo as mais críticas sem dúvida a famigerada adolescência e a invernal velhice (para alguns apenas, esta).

As pessoas chegam aos trinta se cobrando o que fizeram de suas vidas, se estão casadas, se têm carreiras de sucesso, relacionamentos incríveis, enfim, se estão correspondendo às "expectativas" suas ou de outrem.

Observo muitos amigos(as) com namorados(as) mais novos(as) - estou falando aqui de uns 10 a 12 anos, e me pergunto o que está acontecendo. Creio que muitas pessoas têm medo da solidão, e por isso topam relacionamentos sem muita troca intelectual, ou com importante ênfase em vantagens financeiras e materiais diversas, apenas para poderem se declarar bem sucedidos no plano amoroso.

Não me interpretem mal. Tenho casais de amigos com essas assimetrias que estão juntos há mais de 10 anos e felizes. Mas recentemente isso têm sido endêmico nos meus círculos de amigos mais próximos.

Não vou chegar a uma conclusão neste artigo, pois acredito que cada um deve achar sua verdade, o que lhe traz felicidade. Imagino que as pessoas sintam-se tão mal quando são analisadas criticamente nestes aspectos quanto eu quando estou numa reunião de amigos em que sou o único solteiro dentre diversos casais e me olham alguns com olhar de pena, e outros com olhar de cobrança: "Ah, você escolhe demais", me dizem.

Dou de ombros e sigo adiante, sabendo que serei eu no fim quem decidirá a minha própria felicidade e de que nem tudo nesta vida é planejado. Faz parte da vida adulta compreendermos que não obteremos sempre aquilo que queremos. Por outor lado, de onde menos esperamos muitas vezes vêm coisas, pessoas e oportunidades maravilhosas, basta manter-se aberto.

Mas isso traz angústia, e uma professora minha da faculdade - muito querida, por sinal - dizia-me que "a angústia é a dor mental".

Assim, meu conselho neste sábado é VIVA INTENSAMENTE! A culpa é um peso que carregamos à tôa e por vontade própria.

Hoje cheguei do trabalho, tomei um banho bem quente, tomei minha Coca Zero com gelo, liguei para minha amiga Paulinha na Dinamarca, para minha irmã no interior de SP, para minha outra irmã em Curitiba, acessei a internet, coloquei 50% em dia, assisti meu seriado preferido e passarei a tarde dormindo, após falar com os amigos mais queridos pelo celular.

Sejam felizes também :)
Bom fim de semana aos amigos e leitores de perto e de longe!

Encerro deixando-lhes um texto que sempre me acalentou nos momentos difíceis desde a infância e durante a adolescência, da qual não mentirei, não nutro saudosismos de quaisquer espécies. Texto que li pela primeira vez em Dourados-MS, numa apostila do Colégio Objetivo, onde tive um dos meus melhores professores de Língua Portuguesa e Literatura, o Vilson (fica aqui a homenagem). Desculpem o tamanho do artigo :)

Da Solidão (Cecília Meirelles - in "Janela da Alma")

Há muitas pessoas que sofrem do mal da solidão. Basta que em redor delas se arme o silêncio, que não se manifeste aos seus olhos nenhuma presença humana, para que delas se apodere imensa angústia: como se o peso do céu desabasse sobre sua cabeça, como se dos horizontes se levantasse o anúncio do fim do mundo.

No entanto, haverá na terra verdadeira solidão? Não estamos todos cercados por inúmeros objetos, por infinitas formas da Natureza e o nosso mundo particular não está cheio de lembranças, de sonhos, de raciocínios, de idéias, que impedem uma total solidão?

Tudo é vivo e tudo fala, em redor de nós, embora com vida e voz que não são humanas, mas que podemos aprender a escutar, por muitas vezes essa linguagem secreta ajuda a esclarecer o nosso próprio mistério. Como aquele sultão Mamude, que entendia a fala dos pássaros, podemos aplicar toda a nossa sensibilidade a esse aparente vazio de solidão: e pouco a pouco nos sentiremos enriquecidos.

Pintores e fotógrafos andam em volta dos objetos à procura de ângulos, jogos de luz, eloqüência de formas, para revelarem aquilo que lhes parece não só o mais estático dos seus aspectos, mas também o mais comunicável, o mais rico de sugestões, o mais capaz de transmitir aquilo que excede os limites físicos desses objetos, constituindo, de certo modo, seus espírito e sua alma.

Façamo-nos também desse modo videntes: olhemos devagar para a cor das paredes, o desenho das cadeiras, a transparência das vidraças, os dóceis panos tecidos sem maiores pretensões. Não procuremos neles a beleza que arrebata logo o olhar, o equilíbrio das linhas, a graça das proporções: muitas vezes seu aspecto – como o das criaturas humanas – é inábil e desajeitado. Mas não é isso que procuramos, apenas: é o seu sentido íntimo que tentamos discernir. Amemos nessas humildes coisas a carga de experiências que representam, e a repercussão, nelas sensível, de tanto trabalho humano, por infindáveis séculos.

Amemos o que sentimos de nós mesmos, nessas variadas coisas, já que, por egoístas que somos, não sabemos amar senão aquilo em que nos encontramos. Amemos o antigo encantamento dos nossos olhos infantis, quando começavam a descobrir o mundo: as nervuras das madeiras, com seus caminhos de bosques e ondas e horizontes; o desenho dos azulejos; o esmalte das louças; os tranqüilos, metódicos telhados... Amemos o rumor da água que corre, os sons das máquinas, a inquieta voz dos animais, que desejaríamos traduzir.

Tudo palpita em redor de nós, e é como um dever de amor aplicarmos o ouvido, a vista, o coração a essa infinidade de formas naturais ou artificiais que encerram seu segredo, suas memórias, suas silenciosas experiências. A rosa que se despede de si mesma, o espelho onde pousa o nosso rosto, a fronha por onde se desenham os sonhos de quem dorme, tudo, tudo é um mundo com passado, presente, futuro, pelo qual transitamos atentos ou distraídos. Mundo delicado, que não se impõe com violência: que aceita a nossa frivolidade ou o nosso respeito; que espera que o descubramos, sem se anunciar nem pretender prevalecer; que pode ficar para sempre ignorado, sem que por isto deixe de existir; que não faz da sua presença um anúncio exigente. "Estou aqui, estou aqui!" Mas, concentrado em sua essência, só se revela quando os nossos sentidos estão aptos para o descobrirem. E que em silêncio nos oferece sua múltipla companhia, generosa e invisível.

Oh! se vos queixais de solidão humana, prestai atenção, em redor de vós, a essa prestigiosa presença, a essa copiosa linguagem que de tudo transborda, e que conversará convosco interminavelmente .