A cena que ficou faltando sobre a conversa entre Valter e Alê da novela Malhação deste post anterior.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Vale a pena reler
Sou um releitor também. Releio e sempre vejo alguma fasceta antes desapercebida. Sempre volto a Da Solidão (Cecília Meirelles - in "Janela da Alma").
Leia ou releia aqui.
Leia ou releia aqui.
Desabafo
Odeio Captcha com todas as minhas forças!
(recado aos blogueiros amigos que usam isso nos comentários)
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terça-feira, 16 de março de 2010
Novela Malhação: Alê e Valter
Sempre que posso digo que tenho orgulho da Rede Globo de televisão. Sim, tem inúmeros defeitos como nos empurrar muito conteúdo vazio e "pipoca" (Faustão entre tantos outros). Sim, em vários momentos apresentou jornalismo tendencioso e/ou chapa branca, inclusive na ditadura militar.
Apesar de concordar que novelas são imbecilizantes, especialmente as focadas em públicos muito específicos como Malhação, admito que às vezes assisto para "desligar" o cérebro e parar de pensar em problemas. No passado fui muito mais noveleiro.
Inclusive por novelas de inegável valor histórico, cultural e artístico como Tieta, Roque Santeiro, a primeira com a Dona Armênia (Rainha da Sucata) entre tantas outras, a produção de séries e manutenção de um padrão de qualidade inegável e invejável, a empresa se destacava dentro e fora do país como produtora de conteúdo com qualidade e quantidade. Nacional, em bom português, documentando regionalismos e caracteres brasileiros de forma realmente artística.
Apesar disso tudo, como no resto do mundo observava-se que minorias eram muito pouco representadas. Numa época em que a TV era a janela - e ainda é - da maioria dos brasileiros para o mundo, negros, asiáticos, deficientes físicos, homossexuais, dentre outros grupos, ou eram timidamente representados, ou simplesmente esquecidos. Isto claro tinha e tem impacto na população, especialmente nos jovens. É difícil conviver sem preconceito quando se desconhece no mínimo o "diferente". É difícil para a auto-estima de jovens LGBT a passagem pela difícil e sempre pedregosa adolescência sem modelos com os quais se identifique e que considere "positivos".
Até os 17 anos, quando fui morar nos EUA, só conhecia de gays o Jorge Lafond, a Rogéria, a Roberta Close e um cabeleireiro da cidade em que morava - estes todos aprendi a admirar e a compreender de alguma forma com o tempo. Foram corajosos que permitiram os avanços nos direitos e garantias mínimas ao indivíduo que, infelizmente, ainda não são universais nem adequados. No último ano do ensino médio, em uma escola americana, dei-me conta de que, por nunca ter estudado em escola pública no Brasil, nunca tinha tido um(a) colega de classe negro.
Aos poucos conceitos como igualdade, visibilidade e tolerância (prefiro respeito) foram se consolidando na sociedade e obrigando mudanças. Mesmo assim a comunidade LGBT sempre ressentiu-se da falta de um personagem positivo, um casal real, que inclusive incluísse o tão esperado e sempre vetado beijo gay. Aos poucos (sempre) foram surgindo personagens menos estereotipados, com mais participação, e a MTV-Brasil foi pioneira e corajosa em televisionar o primeiro beijo gay. Infelizmente, sem a abrangência nem audiência nacional da Rede Globo.
A Rede Globo é carioca e brasileira. O Rio e o Brasil, já disse aqui, possuem populações que mesclam desinformação, preconceitos e provincianismo/atraso. Por isto reconheço mérito na coragem do autor e da empresa ao retratarem de forma (talvez) realista personagens gays na adolescência, seus dramas, seus méritos, questões familiares. No último capítulo falaram sobre aceitação pela família, o famoso "sair do armário". Malhação é um formato de sucesso por ser a novela que se mantém pelo maior tempo contínuo na emissora, e o tema sempre foi polêmico e socialmente explosivo. Há histórico de perdas de patrocínios e anunciantes no exterior e no Brasil. Por isto acho que a empresa foi corajosa. Também via como uma dívida, mas reconheço as barreiras abjetas. Mas o enfrentamento, ainda que tímido e parcial, não elimina o mérito da tentativa nem a constatação da intenção a meu ver necessária - nem por isto presente - e corajosa ao abordar o assunto de forma mais direta.
Ainda não sei se o beijo que a comunidade LGBT brasileira quer ver acontecerá. Não sei o desfecho da trama, mas achei estes dois vídeos positivos. (O de hoje - 15/03/10 ainda não está disponível). Mas que contribua para a visibilidade, a auto-aceitação, o respeito às diferenças, a compreensão e finalmente, ao combate à homofobia.
Pessoalmente, considero leis contra preconceitos pouco eficientes. Acredito na Educação e na Justiça como invenções humanas que passaram a promover o avanço e predomínio do que há de bom na humanidade. Contudo, não sou a favor de cotas ou leis criminalizantes, e sim entendimentos sociais de que democracia não é a ditadura da maioria e DEVE incluir sólido respeito aos direitos e garantias fundamentais do indivíduo. Os indivíduos LGBT devem ser respeitados apenas por serem portadores destes mesmos direitos, iguais a todos, nem mais nem menos. Inclusive o de ver-se retratado(a) em uma personagem de TV que possa gostar de sim mesmo(a), namorar e, porque não, beijar como todos?
Lembro que os direitos são da emissora e os trechos exibo aqui com fins de exemplificação.
Apesar de concordar que novelas são imbecilizantes, especialmente as focadas em públicos muito específicos como Malhação, admito que às vezes assisto para "desligar" o cérebro e parar de pensar em problemas. No passado fui muito mais noveleiro.
Inclusive por novelas de inegável valor histórico, cultural e artístico como Tieta, Roque Santeiro, a primeira com a Dona Armênia (Rainha da Sucata) entre tantas outras, a produção de séries e manutenção de um padrão de qualidade inegável e invejável, a empresa se destacava dentro e fora do país como produtora de conteúdo com qualidade e quantidade. Nacional, em bom português, documentando regionalismos e caracteres brasileiros de forma realmente artística.
Apesar disso tudo, como no resto do mundo observava-se que minorias eram muito pouco representadas. Numa época em que a TV era a janela - e ainda é - da maioria dos brasileiros para o mundo, negros, asiáticos, deficientes físicos, homossexuais, dentre outros grupos, ou eram timidamente representados, ou simplesmente esquecidos. Isto claro tinha e tem impacto na população, especialmente nos jovens. É difícil conviver sem preconceito quando se desconhece no mínimo o "diferente". É difícil para a auto-estima de jovens LGBT a passagem pela difícil e sempre pedregosa adolescência sem modelos com os quais se identifique e que considere "positivos".
Até os 17 anos, quando fui morar nos EUA, só conhecia de gays o Jorge Lafond, a Rogéria, a Roberta Close e um cabeleireiro da cidade em que morava - estes todos aprendi a admirar e a compreender de alguma forma com o tempo. Foram corajosos que permitiram os avanços nos direitos e garantias mínimas ao indivíduo que, infelizmente, ainda não são universais nem adequados. No último ano do ensino médio, em uma escola americana, dei-me conta de que, por nunca ter estudado em escola pública no Brasil, nunca tinha tido um(a) colega de classe negro.
Aos poucos conceitos como igualdade, visibilidade e tolerância (prefiro respeito) foram se consolidando na sociedade e obrigando mudanças. Mesmo assim a comunidade LGBT sempre ressentiu-se da falta de um personagem positivo, um casal real, que inclusive incluísse o tão esperado e sempre vetado beijo gay. Aos poucos (sempre) foram surgindo personagens menos estereotipados, com mais participação, e a MTV-Brasil foi pioneira e corajosa em televisionar o primeiro beijo gay. Infelizmente, sem a abrangência nem audiência nacional da Rede Globo.
A Rede Globo é carioca e brasileira. O Rio e o Brasil, já disse aqui, possuem populações que mesclam desinformação, preconceitos e provincianismo/atraso. Por isto reconheço mérito na coragem do autor e da empresa ao retratarem de forma (talvez) realista personagens gays na adolescência, seus dramas, seus méritos, questões familiares. No último capítulo falaram sobre aceitação pela família, o famoso "sair do armário". Malhação é um formato de sucesso por ser a novela que se mantém pelo maior tempo contínuo na emissora, e o tema sempre foi polêmico e socialmente explosivo. Há histórico de perdas de patrocínios e anunciantes no exterior e no Brasil. Por isto acho que a empresa foi corajosa. Também via como uma dívida, mas reconheço as barreiras abjetas. Mas o enfrentamento, ainda que tímido e parcial, não elimina o mérito da tentativa nem a constatação da intenção a meu ver necessária - nem por isto presente - e corajosa ao abordar o assunto de forma mais direta.
Ainda não sei se o beijo que a comunidade LGBT brasileira quer ver acontecerá. Não sei o desfecho da trama, mas achei estes dois vídeos positivos. (O de hoje - 15/03/10 ainda não está disponível). Mas que contribua para a visibilidade, a auto-aceitação, o respeito às diferenças, a compreensão e finalmente, ao combate à homofobia.
Pessoalmente, considero leis contra preconceitos pouco eficientes. Acredito na Educação e na Justiça como invenções humanas que passaram a promover o avanço e predomínio do que há de bom na humanidade. Contudo, não sou a favor de cotas ou leis criminalizantes, e sim entendimentos sociais de que democracia não é a ditadura da maioria e DEVE incluir sólido respeito aos direitos e garantias fundamentais do indivíduo. Os indivíduos LGBT devem ser respeitados apenas por serem portadores destes mesmos direitos, iguais a todos, nem mais nem menos. Inclusive o de ver-se retratado(a) em uma personagem de TV que possa gostar de sim mesmo(a), namorar e, porque não, beijar como todos?
Lembro que os direitos são da emissora e os trechos exibo aqui com fins de exemplificação.
Chile e Brasil: grandes diferenças
O Chile viveu, após um terremoto devastador, um blecaute que afetou 90% do país. Como o do Brasil, por falha do sistema sem dano estrutural. Além do diagnóstico rápido, a energia foi restabelecida rapidamente e as causas divulgadas à população.
Ao invés de visitar palestinos, Lulla deveria visitar o Chile mais. Apagão é coisa de país deficiente em engenharia.
Ao invés de visitar palestinos, Lulla deveria visitar o Chile mais. Apagão é coisa de país deficiente em engenharia.
Estatísticas do blogue
Tal pai tal filho - sobre o navegador dos leitores deste humilde blogue.
Curiosidade - sobre recente acesso frequente e fiel da Austrália.
Leia mais aqui.
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Verdades da vida
O Diabo veste Prada:
RT @woetter Daqui a pouco matéria no Jornal da Globo sobre a Prada, que demitiu quem era feio e gordo #RiAlto
RT @woetter Daqui a pouco matéria no Jornal da Globo sobre a Prada, que demitiu quem era feio e gordo #RiAlto
segunda-feira, 15 de março de 2010
Empresa aérea terá que fornecer alimentação em casos de atrasos superiores a 2 horas
Aqui.
Preparem-se para "néctar de fruta"-suco adocicado e aguado para pessoas despossuídas e/ou obesas - e "barrinhas de cereais" - casquinhas de lápis apontados.
Preparem-se para "néctar de fruta"-suco adocicado e aguado para pessoas despossuídas e/ou obesas - e "barrinhas de cereais" - casquinhas de lápis apontados.
A ignorância é f**a.
@dolado Jornal perde assinaturas por causa de beijo gay. Washington Post foi criticado por promover o estilo de vida gay. http://bit.ly/cyLTum
Ensinamento Pesadinho no Twitter

O que não falta neste mundo é doido, gente jovem violenta e famílias disfuncionais. O tecido social está virando um pano de chão. E o assassino de duas pessoas, além de não poder ser condenado a mais de 30 anos, ainda poderá ter direito à "maldita progressão de pena". Não sairia mais barato construir o triplo de presídios. Eu faria uma doação e acredito que a maioria da população apoiaria se isto viabilizasse a prisão perpétua em casos como esse.
domingo, 14 de março de 2010
Cacique Cobra Coral com água de cabala!
Ventania, chuva e Twitter fora do ar. Vou é dormir... Tem dia que é noite!
sábado, 13 de março de 2010
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