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domingo, 3 de abril de 2011

Desenvolvimento e Civilização

Alguém tem dúvidas de que o Brasil já teria largado mão?



Destroços de avião da Air France são encontrados no oceano


(fonte:Globo.com)

quarta-feira, 1 de julho de 2009

#forasarney


Internautas Brasil a fora estão marcando manifestações para que o Senador Jose Sarney deixe a Presidência do Senado (o ideal seria que de rastro). O duro é ouvir o Lulla pedindo pra ele ficar e adiar a decisão pelo menos até domingo.

Em São Paulo, 19h, na Av. Paulista, no vão livre do Masp. Acesso fácil pelo metrô.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Civilidade

Preconceitos, gostos e estilos todos os temos, mas a civilização e a vida em sociedade nos ensina a domá-los.

Ninguém pode negar que a resposta foi mais divertida e colorida que o preconceito que a originou.

Obrigado pela dica, Celso Dossi =D




domingo, 4 de maio de 2008

Mostra sensacional para o feriado...

Tomo a liberdade de reproduzir aqui o material de página da FOLHA ON LINE, por considerar de serviço aos leitores, brasileiros e à democracia, tão pouco valorizada pelas gerações mais jovens. Vem atrasada a iniciativa brasileira. A Argentina já fez algo semelhante antes. Mas o que vale é a intenção, não "é? Orgulho de São Paulo =)


"02/05/2008 - 19h16

Artistas e políticos são retratados em mostra sobre a ditadura

da Folha Online

"Um período de manifestações contra o regime militar que significou a tortura de muitas pessoas, incluindo estudantes e políticos. Um Brasil em tempos pouco democráticos está exposto na mostra fotográfica "Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura no Brasil: 1964-1985".

As imagens que retratam os 21 anos nos quais o país ficou sob o comando dos militares podem ser conferidas no recém-inaugurado Memorial da Resistência, em São Paulo. Muitos artistas que lutaram pelo fim da ditadura, como Chico Buarque, Glauber Rocha, além de políticos, como o presidente Lula, também estão expostos.

A mostra está em cartaz em um edifício onde funcionavam as celas do antigo Departamento de Ordem Política e Social, o Dops. No local passaram muitos dos presos políticos durante o Estado Novo e a ditadura militar.

Raphael Martinelli foi um deles. Neste videocast, ele volta à cela na qual permaneceu preso por 18 dias e conta o quanto sofreu com os torturadores.

Atualmente, Martinelli é coordenador do Fórum de Ex-Presos e Ex-Perseguidos Políticos do Estado de São Paulo. Ele ajudou a fundar o Partido dos Trabalhadores e, aos 83 anos de idade, diz que a exposição é bem-vinda por mostrar ao jovem o valor da democracia.

Serviço
"Direito à Memória e à Verdade - a Ditadura no Brasil: 1964-1985"
Onde: Memorial da Resistência - Largo General Osório, 66, Luz, tel.: (0/xx/11) 3337-0185.
Quando: De terça a domingo, das 10h às 17h30.
Quanto: Entrada gratuita."

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Falando sério - para variar...


Depois do vídeo barra pesada que postei, mas que acho importante para que as pessoas se informem, infrinjo um tanto os direitos autorais e publico este texto da Folha de São Paulo desta terça última, que considero importante na nossa informação como cidadãos e humanos. O autor (não sei se é gay), me deixou boquiaberto, não apenas com a qualidade linguística do texto, mas com a informação e os argumentos usados. Conseguiu condensar muita coisa que eu vinha refletindo sobre o Irã, sobre discriminação, sobre intolerância, e a situação difícil de alguns candidatos a asilo na Europa, sofrendo discriminação por serem gays...
Para que não caiamos na frase premonitória do grande Goethe, que muito antes de nascermos disse: "Quem, de três milênios, não é capaz de se dar conta, vive na ignorância, na sombra, a mercê dos dias, do tempo." E não vivamos "da mão pra boca"!

Foto repetida de post antigo, mas triste e atual...
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FOLHA DE SÃO PAULO - CADERNO ILUSTRADA
São Paulo, 01 de abril de 2008

JOÃO PEREIRA COUTINHO

Ensaio sobre a cegueira

Cegueira mental começa quando a distinção entre civilização e barbárie deixa de fazer sentido

EM SETEMBRO passado, o presidente do Irã visitou Nova York. Bizarro, sobretudo para quem deveria estar preso por suas exortações genocidas? Nem por isso. O momento bizarro da visita aconteceu na Universidade Columbia, uma vetusta casa por onde já passaram Lionel Trilling ou Jacques Barzun. Bons tempos, esses, em que a universidade não era uma pocilga.
Em 2007, e perante a platéia erudita do momento, Mahmoud Ahmadinejad, internacionalmente conhecido por sua sanidade mental, declarou que no Irã não havia "homossexuais". Toda a gente riu.
Toda, exceto o próprio Ahmadinejad. E com inteira razão. Não pretendo ser internado no manicômio na companhia dele. Mas sou obrigado a concordar com o presidente. Como é possível acreditar que o Irã tem "homossexuais" dentro das suas portas quando o regime tem sido exemplar a persegui-los, a torturá-los e a executá-los?
Os números não mentem: em 1979, uma data que será lembrada na história da humanidade como hoje recordamos a Revolução Russa de 1917 ou a chegada de Hitler ao poder em 1933, o aiatolá Khomeini iniciava a sua "revolução islâmica". E, em três décadas, o regime executava 4.000 "homossexuais", aplicando a rigorosa (mas altamente discriminatória) lei penal iraniana sobre a matéria.
Digo rigorosa mas discriminatória porque a lei penal concede às donzelas uma benevolência que está interdita aos machos: a sodomia é punida com a morte; mas o mesmo não acontece com a homossexualidade feminina. As senhoras recebem "apenas" cem açoites nas três primeiras infrações lésbicas.
Só à quarta vez conhecem o fatal destino dos homens. Quem disse que não existem vantagens em pertencer ao "sexo fraco"?
Aliás, as vantagens não se ficam pelo chicote. E não será exagero afirmar que, no Irã, só morre por homossexualismo quem quer.
Li em tempos, num artigo da jornalista portuguesa Alexandra Prado Coelho, que o regime iraniano pode condenar os homossexuais à morte. Mas o regime não se opõe a operações cirúrgicas para mudança de sexo. Pelo contrário: o financiamento estatal é bastante generoso para esse fim.
De acordo com os números oficiais, existem entre 15 a 20 mil transexuais no Irã. Mas os números "clandestinos" multiplicam a cifra por dez, o que transforma o Irã no segundo país do mundo, logo a seguir à Tailândia, com o maior número de homossexuais que optaram pelo bisturi para jogarem por outro time. O presidente Ahmadinejad sabia do que falava. Homossexuais? É tão difícil encontrar um no Irã como encontrar o saci a pular no mato brasileiro.
Mas alguns ainda pulam. Para sermos mais exatos, alguns pulam fora e procuram salvação no corrupto mundo ocidental.
Pior: de acordo com as notícias dos últimos dias, existem casos em que "homossexuais" islâmicos abandonam a riqueza e a tolerância das suas culturas locais, entregando-se de alma e coração a potências opressores e imperialistas. Como a Grã-Bretanha. Como Israel.
Na Grã-Bretanha, o governo de Gordon Brown, depois de uma ridícula hesitação diplomática, decidiu conceder asilo político a um homossexual iraniano de 19 anos.
Parece que o rapaz, de seu nome Mehdi Kazemi, depois de assistir à execução do namorado em Teerã, achou por bem não ficar mais tempo no país. Inexplicavelmente, há gente que não gosta de balas. Ou de bisturis.
Mas o caso da semana veio de Israel, essa entidade maligna que continua a envenenar o Oriente Médio: em decisão rara, Tel Aviv concedeu visto de permanência para palestino homossexual que vivia na Cisjordânia e se preparava para ser morto pelos vizinhos. Segundo parece, os palestinos não se limitam a jogar pedras contra os judeus; também praticam esse desporto contra os seus próprios homossexuais.
Exatamente como o leitor médio da imprensa ocidental média pratica o seu desporto favorito: abominar as democracias liberais onde vive pelo aplauso irracional a culturas retrógradas e até sinistras. As mesmas culturas que o condenariam facilmente à morte caso o leitor tivesse uma orientação sexual, ou religiosa, ou política, que os fanáticos considerassem intolerável.
A cegueira física é um infortúnio, sem dúvida. Mas a cegueira mental, sobretudo quando voluntária, não deixa de ser um infortúnio maior. Ela começa no dia em que a distinção entre civilização e barbárie deixa de fazer sentido.