terça-feira, 1 de janeiro de 2008

O Amor Nos Tempos do Cólera


(From Wikipedia, the free encyclopedia - clique para ver no tamanho original)

Muita gente gosta de comparar filmes com grandes livros. Eu acho pessoalmente uma besteira, pois são dois meios diferentes e duas mensagens diferentes. Venho recomendar "O Amor nos Tempos do Cólera". Claro que o livro é melhor e mais completo, pelo menos para a minoria que foi ensinada a gostar de ler. Mas a fotografia do filme é arrebatadora. Um filme que fala de uma época (a qual tive a felicidade de viver) em que ainda se escreviam cartas com papel e caneta e em que se dizia a parentes, amigos e amantes o quanto os amávamos, sem medo de deixar a prova escrita de próprio punho. De histórias de amores que duravam uma vida...
Foi como ver as cenas que nos lembraram de nossos sonhos infantis na trilogia "O Senhor dos Anéis". Claro que é legal imaginar tudo aquilo. Mas as paisagens da Nova Zelândia transfiguradas em "Terra Média" e os personagens personificados valeram a pena. A criança que ainda vive em mim me abraça até hoje :)

Aos que insistem em comparar o incomparável, deixo o relatado pela entrevista da revista colombiana Revista Semana por Scott Steindorff, produtor do filme, o qual mostrou a versão final antes da divulgação do filme ao escritor Gabriel Garcia Marquez, no México, o qual ao final do filme teria exclamado "Bravo!" com um sorriso no rosto.

Desnecessário dizer que fico com a opinião de Garcia Marquez, que me foi apresentado por meu pai no livro "Cem Anos de Solidão", e que desde então me aquece o coração e me faz acreditar um pouco nas virtudes do gênero humano, mesmo com nossas inerentes imperfeições... Como Isabel Allende, mas isso fica pra outro artigo...

Abaixo deixo o trailer, aos que quiserem assistir:

Um comentário:

Guilherme.Silva disse...

Estou "louco" para ver esse filme...mas ainda não tive tempo. acho que irei nesse final-de-semana...

Li o livro há uns 4 anos atrás, e AMEI! Gosto de tudo do Gabriel.
e sinto saudades de escrever cartas...também cresci com esse hábito. Bons tempos.