segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Natal Infernal - São Paulo


Natal deveria ser tempo de festa em família e felicidade para os cristãos, mas estamos transformando em desperdício de energia elétrica, ostentação (valor NADA cristão) e trazendo o Reino do Inferno para a cidade de São Paulo, que, diga-se a verdade, já tem um pézinho lá...

Os poucos blogueiros que têm tido coragem de atacar o tema ou mesmo dizer que pessoalmente não gostam de Natal têm sido tratados como párias.

Eu sempre adorei Natal, o feriado preferido de minha mãe, por razões pessoais, familiares e de tradição religiosa, mas minha vida neste final de semana foi um verdadeiro INFERNO.

A cidade está com suas principais vias públicas PARADAS por gente que irresponsavelmente pára seu carro no meio das ruas para olhar árvores, luzinhas e bischos toscos que se mexem (não estamos falando de nenhuma Disneylândia aqui...).

Apesar de o Código Brasileiro de Trânsito definir que a velocidade mínima em uma via pública não pode ser menor que metade da máxima definida e proibir estacionamento em fila dupla, as pessoas ignoram o fato. A CET nada faz sobre isso, e uma horda de gente pára com câmeras (digitais ou não) para tirar fotos das luzinhas e enfeites de gosto duvidoso, bem como consumir pipoca, cachorros-quentes e outras guloseimas de alto valor calórico e pouco nutricional.

Consumo é a palavra chave. O Natal virou um feriado de CONSUMO. E o pior é que nunca vi um ecochato reclamando do aumento do gasto energia causado por tantas lampadazinhas, que com certeza jogam os 3 a 4% de economia com o malfadado horário de verão pelo ralo.

Sábado à noite sentei com um amigo na Padaria Bela Paulista, para tomar um chopp. A temperatura estava insuportavelmente quente. Ao perguntar para uma funcionária se o ar estava quebrado, ela me explicou que estava na ventilação, pois com a quantidade de lampadazinhas instaladas, se a refrigeração fosse ligada o disjuntor central caia. As pessoas acham que essas porcarias que vêm da China são luzinhas mágicas do Pólo Norte que não consomem Watts. De lá fui a uma festa marcada para as 22h e qual não foi minha surpresa. Cheguei 23h e eu e meu amigo fomos os primeiros a chegar. Porque TODOS estavam atrasados pelo trânsito da cidade com luzinhas.

Domingo a cena se repetiu, mas não entrarei em maiores detalhes.

Várias pessoas já me disseram que se pudessem ateariam fogo àquela árvore da Av. Brasil. Acredito que não por não gostarem de Natal, mas pela tortura que está nos impondo...

E ACREDITEM: DEZEMBRO ESTÁ APENAS COMEÇANDO!


4 comentários:

Klero disse...

Que dizer que ao cheiro de álcool para limpar as toalhas plásticas imundas, a B. Paulista adicionou o "calor de graça"?

Se não me engano, eu gritei dentro do carro quando peguei o trânsito perto da árvore. Mas eu ando gritando de desespero com freqüência, não lembro ao certo... =P

Alexandre Lucas disse...

Se continuarem levando esse assunto na flauta, logo, logo, leremos nas manchetes um atirador estilo americano nesses locais (virou moda) ou alguém ateando fogo à arvore...
P.S.: sem apologias ao crime aqui :)

Alberto Pereira Jr. disse...

q péssima essa da Bella Paulista ligar o ventilador para nao sobrecarregar a instalação elétrica enquanto as luzes natalinas ficam acesas..

realmente o natal, que antes era imediatamente associado à paz, ternura familiar, tradição religiosa agora é sinônimo de estresse, consumismo, trânsito e balburdia.. ninguém merece..

Anônimo disse...

Apesar de tudo isso, eu A.M.O. Natal. E nem e pq sou decorador...
HAHAHAHAHAH
Mas eu sempre me pergunto:
Como nao se irritar com o cotidiano numa cidade que tem a popolação inteira do Espirito Santo?
A solução e mudar de cidade.