domingo, 7 de junho de 2009

Encantamento


Conforme já dito antes neste blog:
"As pessoas não morrem, ficam encantadas."
Guimarães Rosa

Tanto mais as que em vida foram encantadoras e encantaram tantas outras vidas que tocaram. Nem todos têm esta luz especial. E dos poucos que a tem, muitos a jogam fora.

Mas nesta semana quis a morte levar após vida longa e próspera Jean-Baptiste-Gabriel-Joachim Dausset, médico francês, aos 92 anos. Deve ter morrido feliz. Escolheu passar seus últimos anos na linda cidade espanhola de Palma de Maiorca, nas belíssimas Ilhas Baleares, em meio ao Mar Mediterrâneo.

Dr. Dausset foi laureado em 1980 com o Prêmio Nobel de Medicina, pela descoberta do sistema de proteínas (antígenos) na superfície das células humanas, até hoje usado como principal método de avaliação entre compatibilidade e risco de rejeição em transplantes de órgãos. Seu trabalho permitiu que a humanidade avançace enquanto civilização, minorou o sofrimento de muitos e fez a diferença na vida de tantas outras pessoas. Exemplo as que são libertadas das máquinas de hemodiálise por um transplante de rim, hoje corriqueiro. Nada teria sido tornado possível não fosse por seus estudos e seus colegas dos EUA que com ele dividiram o Nobel, que levou-nos ao conhecimento do "Complexo Principal de Histocompatibilidade" do inglês MHC.

Veterano da II Guerra Mundial, em que lutou por seu país, formou-se em Medicina pela Universidade de Paris. Casou-se e teve dois filhos, Henri e Irène.

O presidente da França, Nicolas Sarkozy, fez justa homenagem, enviando condolências e reconhecimento em nome do povo francês.

Um comentário:

F.A.M disse...

Os desafios de nossa época com essa globalização e desumanindade latente: autodestruição de nossa espécie, o desafio da informática, o desafio da genética, etc., mostram de uma maneira nova a responsabilidade social dos cientistas no que diz respeito à iniciativa e à aplicação da pesquisa.